domingo, 20 de setembro de 2009

Museu Ferreira de Castro










Depois de visitar a exposição de Domingos Saraiva visitei o Museu Ferreira de Castro que fica ali a 200 metros da galeria.
O museu homenageia os 50 anos da edição do livro Maravilhas Artísticas do Mundo.
Instalado em plena Vila Velha, no Casal de Santo António, contêm o espólio particular, literário e artístico do grande romancista português José Maria Ferreira de Castro (1898-1974). Numa visita a este espaço moseográfico, pode-se contactar directamente com a obra do escritor, quer nos originais quer nas publicações mais significativas; com obras de muitos outros artístas seus contemporâneos a ele dedicadas; e ainda com a recriação do gabinete de trabalho de Ferreira de Castro.
Curioso é um enorme volume de várias cartas, a que chamou cartas femeninas , algumas delas segundo consta ,de caris erótico ou amoroso, que o escritor selou, e como está escrito pelo punho do próprio. Só poderá ser aberto aos 50 anos após a morte.

João Silva

Homenagem a Domingos Saraiva



Foi com um enorme prazer que fui este fim-de-semana a Sintra ,à exposição homenagem a Mestre Domingos Saraiva.
Conheci Domingos Saraiva por volta dos meus 16 anos, e logo me tornei amigo da família e muito especialmente de seu filho, o Pintor Pedro Saraiva, amizade essa que dura até aos dias de hoje. Portanto foi com emoção que ontem vivi e revi algumas peças da pintura do Mestre, e ao mesmo tempo toda aquela família.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Revista O Mundo Portugues


Adquiri o nº 61 de Janeiro de 1939 da revista O Mundo Português. Revista de cultura e propaganda de arte e literatura coloniais.

Publicada entre 1934 e 1947, a revista O Mundo Português tinha edição conjunta da Agência Geral das Colónias e do Secretariado da Propaganda Nacional (SPN; a partir de 1944, SNI).
A primeira instituição havia sido criada em 1924 (e refundada por decretos de Março e Dezembro de 1932) e a segunda em 1933, ano em que a nova constituição veio consolidar juridicamente o Estado Novo de António de Oliveira Salazar (1889-1970).
Esta revista traduzia claramente a política do regime sobre a recuperação do conceito de império colonial, sendo um dos principais veículos de propaganda do africanismo e dos africanistas. Obviamente, teve ainda papel primordial na divulgação e promoção da Exposição Colonial do Porto, em 1934.
A propaganda, tal como era entendida pelo director do SPN, António Ferro (1895-1956), deveria utilizar e promover também a arte e a literatura, pelo que esta revista apresentou desde o seu início diversa colaboração literária, quer de africanistas quer de autores naturais das colónias.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uma vida


Com 16 anos,com o cigarro na boca embora não fumasse,para dar estilo.
















Um fascínio de criança
Uma vida.
Um coração que bate
Um ritmo difícil .

O prazer
De estar na musica
Por dentro
Dentro dela.

Uma vida
De baqueta em riste
Um mar imenso
O prazer do improviso

O rigor do tema
Tocar para a equipa
Músicos experientes
Humildade

O Jazz
Essa paixão inconsciente
A nota azul
O Amor

O olhar das crianças
Acartar com o bombo
Sofrer.
Valer a pena

Continuar
Não deixar acabar
O prazer essencial.
Até morrer

A Censura em Portugal


Clique, e apercie os promenores.


Adquiri na Feira da Ladra um subscrito censurado, enviado do Brasil( Rio de Janeiro ),para Lisboa com a data de 21 de Agosto de 1944.Estamos em plena II Guerra Mundial e seguramente a atenção era redobrada .
A 14 de Maio de 1936, a fundação de jornais é regulada e proíbe-se a publicação de publicidade oficial (do Estado) em alguns deles, para que não seja o próprio Estado a financiar os seus inimigos, além de se proibir a entrada em Portugal de qualquer publicação que não fosse aceite pelos próprios critérios do governo português.
O Regulamento dos Serviços de Censura foi adoptado em Novembro do mesmo ano, mas não chega a ser publicado no Diário do Governo. Quem quisesse fundar algum jornal ou revista tinha, a partir de então, de requerer autorização da Direcção deste organismo. Enquanto que, durante a Primeira República, os espaços censurados deviam aparecer em branco, em sinal de censura, o Estado Novo tenta, de todas as formas, apagar esses sinais, obrigando os jornais a alterarem por completo a organização das páginas poucas horas antes de saírem. Acrescentando a isto que tinham, por vezes, de apresentar provas à comissão de censura, a manutenção de um periódico tornava-se insuportavelmente dispendiosa para alguns editores que acabam por entrar em falência - claro que as comissões de censura penalizarão especialmente os jornais mais rebeldes com este género de exigência. Em 1944, o organismo de censura passa a estar na dependência do Secretariado Nacional de Informação, que, por sua vez, estava sob a alçada do próprio Presidente do Conselho (Salazar).
Munidos com o célebre "lápis azul", com que se cortava todo texto considerado impróprio, os censores de cada distrito ou cidade, apesar de receberem instruções genéricas quanto aos temas mais sensíveis a censurar, variavam muito no grau de severidade. De facto, verifica-se que houve regiões do país onde estes eram mais permissivos e outras onde eram exageradamente repressivos. Isto devia-se ao facto de constituírem um grupo muito heterogéneo a nível intelectual. Muitos reconheciam rapidamente qualquer texto mais ou menos "perigoso" ou revolucionário, enquanto que outros deixavam facilmente passar conteúdos abertamente subversivos.
Uma ordem da Direcção dos Serviços de Censura considerava, no que diz respeito à literatura infanto-juvenil, que "parece desejável que as crianças portuguesas sejam cultivadas, não como cidadãos do Mundo, em preparação, mas como crianças portuguesas que mais tarde já não serão crianças, mas continuarão a ser portugueses".

ARTE POSTAL - Fazer a Ponte na Educação & Ambiente



Alunos do Projecto Fazer a Ponte / Alcântara, trabalham para a exposição de Arte Postal ,Educação & Ambiente.
Esta instituição foi a primeira a colaborar no referido projecto e já enviou pelo correio alguns trabalhos.
Obrigado aos alunos, obrigado Fátima Tremoço.

João Silva

domingo, 13 de setembro de 2009

A Batalha de Aljezur




Estas ferias quando visitava Aljezur dei com a edição de um livro de José Augusto Rodrigues, que relata pormenores da Batalha de Aljezur, e com duas vitrinas que estavam na Junta de Freguesia ,com diversas peças relacionadas com esta batalha,entre elas restos dos aviões alemães que cairam na costa vicentina. Uma batalha da II Guerra Mundial, pouco divulgada.
O episódio da batalha aérea de Aljezur é relativamente mal conhecido. O regime de Salazar queria abafar o caso, que comprometia a propagandeada política de neutralidade de Portugal. Afinal, o espaço aéreo nacional tinha sido violado pelo agressor germânico. Mas as simpatias do regime ficaram bem claras na pompa e circunstância que emprestou às cerimónias fúnebres. João Vaz de Almada encontrou escassas referências na imprensa da época. "Alguns, na ânsia de desdramatizar o ocorrido, chegam a referir que se tratou de um acidente e não de um combate".
O Século do dia seguinte refere que "(…) a bordo de barcos de pesca portugueses, como a traineira Valha-nos Deus , os tripulantes tiveram que deitar-se no convés, por causa das rajadas de metralhadora, pois os aviões voavam muito baixo". Uma missiva confidencial, datada de 14 de Julho desse ano, e enviada pelo Ministério da Marinha ao seu representante máximo, não deixa dúvidas quanto ao conhecimento do governo português da batalha aérea: "Na manhã de Sexta-feira, 9 de Julho de 1943, quatro aviões alemães apareceram na costa ocidental algarvia, três dos quais sobrevoaram Sines (conforme comunicação do posto de lá) às nove e dez minutos, a baixa altura, de sul para norte, largando bombas de profundidade junto à costa, provavelmente por virem perseguidos por aviões aliados". No fim concluía: " Possivelmente deste grupo de aviões faria parte o que caiu em Aljezur...".

sábado, 12 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO & AMBIENTE - Arte Postal na Escola Intercultural das Profissões da Amadora.Primeiros passos.




A primeira Exposição de Arte Postal da EIPDA já tem o seu blogue, e já esta em andamento dando os primeiros passos.
Esperamos agora a MAIOR participação possível. As imagens de todos os trabalhos recebidos vão ser colocadas no novo blogue.
Visite - http://eipdapostalverde.blogspot.com/

Vai ser um grande evento, que tem o objectivo ambicioso de receber postais de Portugal e do resto do mundo.


Para mais informações podem ligar-me: 964148693.

João Silva

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A importância dos aerogramas na Guerra Colonial ou a saudade em papel fragil.


Clique para ver melhor
A minha primeira aquisição hoje na Feira da Ladra. Em plena guerra colonial, um aerograma de 1966 .Muitas historias levaram estes frageis documentos de cores diversas.
Aerograma militar, papel cor azul, 40g, marca de água PRADO BOND. Aerograma militar, papel cor amarelo, 40g, marca de água EXTRA AZENHA/ PORTUGAL
Com o fim da Guerra Colonial, encerra-se um período que marcou profundamente os Portugueses ao longo de treze intermináveis anos.Em folhas de papel cor pálida, dia a dia, a saudade foi lida e contada. Na intimidade, medo, angústias e promessas de amor foram guardados.Histórias vivas, que de tão guardadas, permanecem.
Um bom exemplo é o livro editado pelas filhas do escritor Lobo Antunes, que reune os aerogramas enviados pelo pai a sua mãe.

Feira da Ladra - O Prazer de Procurar.




Uma excelente manhã, ideal para visitar a Feira da Ladra, foi o que me aconteceu hoje.
Um dia na medida, para remover e encontrar livros e documentos com historia.
Com origem na Idade Média, século XIII, a Feira da Ladra é o mais antigo mercado de Lisboa que ainda tem lugar nos dias de hoje.
Situada no Campo de Santa Clara, na freguesia de São Vicente de Fora desde 1882, a Feira percorreu anteriormente muitos outros locais históricos da cidade.
Todas as terças feiras e sábados, do nascer ao pôr-do-sol, por tendas, bancas ou mesmo por panos espalhados no chão, a Feira da Ladra expõe os seus produtos, sobretudo velharias e material usado.
Livros, roupas, loiças, material de escritório, moedas, discos, cd’s, calçado, fotografias, móveis e mais o que a imaginação consiga conceber, tudo encontra na Feira da ladra e a preços reduzidos, num dos bairros históricos da cidade de Lisboa.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

João Vieira - O pintor morreu,ou toda a morte é sempre injusta.



O pintor João Vieira morreu este sábado em Lisboa, no Hospital de Santa Maria, vítima de complicações na sequência de uma operação ao coração.
Nascido em Trás-os-Montes em 1934, era um dos fundadores do grupo KWY, em Paris.
Começou a expor em 1956 e, em França, trabalhou com Arpad Szenes. Passou ainda pela Maidstone College of Art. Nome de relevo da pintura portuguesa contemporânea, desenvolveu a sua obra também com aproximações ao teatro.
Ao longo dos anos 70, 80 e 90 realizou diversas exposições, onde procurou a participação directa do público.
Em mãos, nos últimos anos, tinha uma exposição individual para a Cordoaria Nacional.