sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Projecto 12-15 homenagiado pela CMA




Foi com prazer que recebi da C M da Amadora na pessoa do seu Presidente , a distinção relativa ao meu empenho no projecto 12- 15.
No entanto era impensável no meu discurso de agradecimento, não dedicar o premio a todos os que trabalham no projecto, nomeadamente às Doutoras Neusa Pinto e Helena Silva ,peças fundamentais, ao meu Director Pedagógico, Dr. Luis Agostinho, homem inteligente que me compreendeu e me deu espaço e liberdade, e por fim à grande referência desta escola que é o Eng. Serras, que um dia em conversa me disse:”o que não serve para os meus filhos, também não serve para os filhos dos outros”. Quando um dirigente pensa assim , meio caminho está andado.

Mas mais que tudo isto, foi a homenagem ao Bruno Tavares, melhor aluno do Projecto 12-15, homenagem esta que simboliza o trabalho e a dedicação de quem trabalham nesta nobre causa.

Obrigado a todos

João Silva

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O poema desnecessário de um grande poeta. Antonio Ramos Rosa


Este poema é absolutamente desnecessário
pela simples razão de que poderia nunca ser escrito
e ninguém sentiria a sua falta
Esta é a sua liberdade negativa a sua vacuidade dinâmica
e o movimento da sua abolição a partir do seu vazio inicial
Mas qual é a sua matéria qual o seu horizonte?
Traçará ele uma linha em torno da sua nulidade
e fechar-se-á como uma concha de cabelos ou como um [útero do nada?
Ou será a possibilidade extrema de uma presença inesperada
que surgiria quando chegasse a essa fronteira branca
que já não separaria o ser do nada e no seu esplendor absoluto
revelaria a integridade do ser antes de todas as imagens
a sua violência inaugural a sua volúvel gestação?


António Ramos

Rosain Deambulações Oblíquas

Pontualidade e Empenho.







Foi importante ver a participação da turma de Acção Educativa, empenhada, participativa e a colaborar fortemente na Exposição de Arte Postal,” Educação & Ambiente”. Curioso foi a pontualidade britânica de quase todos os alunos que às 8 e 10 da manhã já trabalhavam afincadamente.
Parabéns à turma.

João Silva

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A pintora Carolina Quirino dá uma ajuda na Arte Postal da EIPDA




Do blogue da Pintora tirei este excerto.
A Mail-Art iniciou-se com a "Correspondance Art School" de Ray Johnson, nos anos 50 do séc. XX. Com origem na revolução científico-industrial e utilizando como meio os correios, a nível universal, foi sinónimo do início de uma ruptura com as tradições artísticas dos movimentos e escolas do início do século e do pós-guerra.
Artistas de movimentos como o Dadaísmo, Futurismo e Surrealismo, nomeadamente, Schwitters e Duchamp, utilizaram-na para divulgar e trocar as suas mensagens e ideias criativas. A sua maior expressão ocorreu nos anos 70 e 80.
Pela primeira vez, esta escola toma a iniciativa de continuar esta manifestação artística e tem como objectivo receber o máximo de postais possível. Não existem quaisquer desculpas para não participar—a liberdade técnica é ilimitada (pintura, escrita, colagem, arte digital,...) que pode ser colocada na frente e verso e estão a fazer renascer um meio de correspondência que aos poucos tem deixado de ser tão utilizado .
O tema é EDUCAÇÃO E AMBIENTE e os postais devem ser remetidos para:
Escola Intercultural das Profissões da Amadora
Av. Dr. José Pontes
Reboleira
2720-206 Amadora
Quaisquer dúvidas consultem http://eipdapostalverde.blogspot.com/
Todas as imagens dos postais recebidos serão colocadas neste mesmo blogue.
Bom trabalho!!

Carolina Quirino

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Projecto 12-15 . Se seduzirmos, ganhamos.







Hoje, começaram as aulas da parte da tarde no Projecto 12-15. Apresentar projectos, conhecer os alunos novos, promover direitos e deveres de cada um, criar empatias. Chegar a uma simples conclusão. SE SOUBERMOS SEDUZIR, GANHAMOS.
Um ano em que se pretende cativar os interesses, promover as amizades, reflectir sobre os problemas.
Agostinho da Silva dizia que qualquer Escola é um templo. Não posso estar mais de acordo, um templo livre com responsabilidade criatividade e instrução.
Servir os ideais desta Escola ,é uma honra.

João Silva

domingo, 20 de setembro de 2009

Museu Ferreira de Castro










Depois de visitar a exposição de Domingos Saraiva visitei o Museu Ferreira de Castro que fica ali a 200 metros da galeria.
O museu homenageia os 50 anos da edição do livro Maravilhas Artísticas do Mundo.
Instalado em plena Vila Velha, no Casal de Santo António, contêm o espólio particular, literário e artístico do grande romancista português José Maria Ferreira de Castro (1898-1974). Numa visita a este espaço moseográfico, pode-se contactar directamente com a obra do escritor, quer nos originais quer nas publicações mais significativas; com obras de muitos outros artístas seus contemporâneos a ele dedicadas; e ainda com a recriação do gabinete de trabalho de Ferreira de Castro.
Curioso é um enorme volume de várias cartas, a que chamou cartas femeninas , algumas delas segundo consta ,de caris erótico ou amoroso, que o escritor selou, e como está escrito pelo punho do próprio. Só poderá ser aberto aos 50 anos após a morte.

João Silva

Homenagem a Domingos Saraiva



Foi com um enorme prazer que fui este fim-de-semana a Sintra ,à exposição homenagem a Mestre Domingos Saraiva.
Conheci Domingos Saraiva por volta dos meus 16 anos, e logo me tornei amigo da família e muito especialmente de seu filho, o Pintor Pedro Saraiva, amizade essa que dura até aos dias de hoje. Portanto foi com emoção que ontem vivi e revi algumas peças da pintura do Mestre, e ao mesmo tempo toda aquela família.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Revista O Mundo Portugues


Adquiri o nº 61 de Janeiro de 1939 da revista O Mundo Português. Revista de cultura e propaganda de arte e literatura coloniais.

Publicada entre 1934 e 1947, a revista O Mundo Português tinha edição conjunta da Agência Geral das Colónias e do Secretariado da Propaganda Nacional (SPN; a partir de 1944, SNI).
A primeira instituição havia sido criada em 1924 (e refundada por decretos de Março e Dezembro de 1932) e a segunda em 1933, ano em que a nova constituição veio consolidar juridicamente o Estado Novo de António de Oliveira Salazar (1889-1970).
Esta revista traduzia claramente a política do regime sobre a recuperação do conceito de império colonial, sendo um dos principais veículos de propaganda do africanismo e dos africanistas. Obviamente, teve ainda papel primordial na divulgação e promoção da Exposição Colonial do Porto, em 1934.
A propaganda, tal como era entendida pelo director do SPN, António Ferro (1895-1956), deveria utilizar e promover também a arte e a literatura, pelo que esta revista apresentou desde o seu início diversa colaboração literária, quer de africanistas quer de autores naturais das colónias.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uma vida


Com 16 anos,com o cigarro na boca embora não fumasse,para dar estilo.
















Um fascínio de criança
Uma vida.
Um coração que bate
Um ritmo difícil .

O prazer
De estar na musica
Por dentro
Dentro dela.

Uma vida
De baqueta em riste
Um mar imenso
O prazer do improviso

O rigor do tema
Tocar para a equipa
Músicos experientes
Humildade

O Jazz
Essa paixão inconsciente
A nota azul
O Amor

O olhar das crianças
Acartar com o bombo
Sofrer.
Valer a pena

Continuar
Não deixar acabar
O prazer essencial.
Até morrer

A Censura em Portugal


Clique, e apercie os promenores.


Adquiri na Feira da Ladra um subscrito censurado, enviado do Brasil( Rio de Janeiro ),para Lisboa com a data de 21 de Agosto de 1944.Estamos em plena II Guerra Mundial e seguramente a atenção era redobrada .
A 14 de Maio de 1936, a fundação de jornais é regulada e proíbe-se a publicação de publicidade oficial (do Estado) em alguns deles, para que não seja o próprio Estado a financiar os seus inimigos, além de se proibir a entrada em Portugal de qualquer publicação que não fosse aceite pelos próprios critérios do governo português.
O Regulamento dos Serviços de Censura foi adoptado em Novembro do mesmo ano, mas não chega a ser publicado no Diário do Governo. Quem quisesse fundar algum jornal ou revista tinha, a partir de então, de requerer autorização da Direcção deste organismo. Enquanto que, durante a Primeira República, os espaços censurados deviam aparecer em branco, em sinal de censura, o Estado Novo tenta, de todas as formas, apagar esses sinais, obrigando os jornais a alterarem por completo a organização das páginas poucas horas antes de saírem. Acrescentando a isto que tinham, por vezes, de apresentar provas à comissão de censura, a manutenção de um periódico tornava-se insuportavelmente dispendiosa para alguns editores que acabam por entrar em falência - claro que as comissões de censura penalizarão especialmente os jornais mais rebeldes com este género de exigência. Em 1944, o organismo de censura passa a estar na dependência do Secretariado Nacional de Informação, que, por sua vez, estava sob a alçada do próprio Presidente do Conselho (Salazar).
Munidos com o célebre "lápis azul", com que se cortava todo texto considerado impróprio, os censores de cada distrito ou cidade, apesar de receberem instruções genéricas quanto aos temas mais sensíveis a censurar, variavam muito no grau de severidade. De facto, verifica-se que houve regiões do país onde estes eram mais permissivos e outras onde eram exageradamente repressivos. Isto devia-se ao facto de constituírem um grupo muito heterogéneo a nível intelectual. Muitos reconheciam rapidamente qualquer texto mais ou menos "perigoso" ou revolucionário, enquanto que outros deixavam facilmente passar conteúdos abertamente subversivos.
Uma ordem da Direcção dos Serviços de Censura considerava, no que diz respeito à literatura infanto-juvenil, que "parece desejável que as crianças portuguesas sejam cultivadas, não como cidadãos do Mundo, em preparação, mas como crianças portuguesas que mais tarde já não serão crianças, mas continuarão a ser portugueses".

ARTE POSTAL - Fazer a Ponte na Educação & Ambiente



Alunos do Projecto Fazer a Ponte / Alcântara, trabalham para a exposição de Arte Postal ,Educação & Ambiente.
Esta instituição foi a primeira a colaborar no referido projecto e já enviou pelo correio alguns trabalhos.
Obrigado aos alunos, obrigado Fátima Tremoço.

João Silva