domingo, 25 de outubro de 2009

Três cantos, ou .O sangue das nossas veias.



Um convite do meu amigo rapper, LBC .Uma noite mágica, foi o que sucedeu com o espectáculo “Três Cantos” de Jose Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias.
Um momento único, na passada sexta-feira esteve-se a fazer história. São memórias, sentimentos e emoções que já estavam adormecidos, num espectáculo de quase três horas. A sala de espectáculos do Campo Pequeno dois dias esgotada, cheia .Três grandes referencias da nossa musica que se emocionaram ao passar por todos aqueles temas que fazem parte das nossas vidas, como o sangue que nos corre nas veias.
Valeu a pena.


João Silva

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Saramago, Caím e a Igreja


O livro, que narra em tom irônico a história bíblica de Caim, filho de Adão e Eva que matou o irmão Abel, foi apresentado no domingo em Penafiel pelo autor."A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana", declarou Saramago. "Sem a Bíblia, um livro que teve muita influência em nossa cultura e até em nossa maneira de ser, os seres humanos seriam provavelmente melhores", completou.
O romancista denunciou "um Deus cruel, invejoso e insuportável, que existe apenas em nossas mentes", e afirmou que sua obra não causará problemas com a Igreja Católica "porque os católicos não lêem a Bíblia". "Admito que o livro pode irritar os judeus, mas pouco me importa".

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Marujão, chamou o livro de "operação publicitária". "Um escritor da dimensão de José Saramago deveria tomar um caminho mais sério. Pode fazer críticas, mas entrar em um gênero de ofensas não fica bem a ninguém, e muito menos a um Prêmio Nobel", afirmou.O rabino Elieze du Martino, representante da comunidade judaica de Lisboa, afirmou que "o mundou judeu não vai se escandalizar com os escritos de Saramago nem de ninguém". "Saramago desconhece a Bíblia e sua exegese. Faz leituras superficiais da Bíblia", disse.Saramago provocou revolta em 1992 com "Evangelho segundo Jesus Cristo", no qual mostra um Jesus que perdeu sua virgindade com Maria Madalena e que era utilizado por Deus para ampliar seu poder no mundo. O escritor se mudou pouco depois de Portugal e foi morar em Lanzarote, no arquipélago espanhol das Canárias.

domingo, 18 de outubro de 2009

A minha nova aquisição.O Cajon


A minha nova aquisição.
Latin Percussion LP1432 Cajon
This cajon allows you to vary the tension of internal strings with a standard drum key and has front, height adjustment feet that allow the Cajon to accomdate individual playing positions. Latin Percussion LP1432 cajon features:
frontplate made of exotic "Takean Tong" wood
composite wood body
superior bass resonance and enhanced sound
Cajón é o aumentativo da palavra caja, que significa caixa em espanhol.
O cajón é um
instrumento de percussão que teve sua origem no Peru colonial, onde os escravos africanos, separados de seus instrumentos de percussão pelos feitores da época, utilizaram-se de caixas de madeira e gavetas (outra tradução para cajón) para tocarem seus ritmos. Daí dizer que sua origem é afro-peruana. Com o passar do tempo o instrumento transformou-se no que conhecemos hoje por cajón. O instrumento hoje é considerado pelo governo peruano como "Patrimônio Cultural da Nação".
O cajón atravessou as fronteiras do Peru e tem encontrado espaço nas expressões
musicais de diferentes culturas pelo mundo afora. Paco de Lucia foi um dos principais responsáveis pela introdução do instrumento na música flamenca. Com uma sonoridade tida como ideal para acompanhar as palmas, sapateado e a sonoridade das guitarras flamencas, o cajón popularizou-se. Hoje é tão comum a presença do instrumento nas apresentações flamencas que muitos imaginam que sua origem é espanhola.
Construído totalmente em madeira, o cajón mais difundido internacionalmente apresenta
cordas colocadas por dentro sob o tampo, uma versão moderna que tem muita aceitação internacional. O instrumento encanta pela simplicidade, desempenho, por sua grandiosa vibração e versatilidade.
Por tratar-se de um instrumento muito simples e barato, o cajón vem se popularizando cada vez mais no
Brasil, tanto entre os músicos profissionais quanto entre os amadores, revelando-se um acompanhamento muito rico para voz e violão. O cajón é extremamente versátil para praticamente todos os ritmos, podendo ser utilizado Acústicamente, microfonado em apresentações ao vivo, provocando no espectador a sensação de "onde está a bateria?", e ainda apresentar excelentes resultados em gravações de estúdio.

Três Cantos,vai fazer-se historia.


Há algum tempo que a ideia andava no ar… juntar em palco num espectáculo único, a acontecer uma vez (afinal vão ser duas!!!) três dos nomes mais importantes da música deste país, activos, com obra feita, percurso e carreiras artísticas que se tocam em vários pontos, quer poética, quer musicalmente – José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias – enfim juntos!Juntos, ao vivo e em palco pela primeira vez, três verdadeiros ícones capazes de reunir à volta das suas canções gerações de diferentes idades, vivências e aspirações. Cantaram o amor, a guerra, a paz, a desilusão, a esperança... São referências não só musicais mas também poéticas do que é cantar em português. Três personalidades. TRÊS CANTOS.Encontro histórico a presenciar - dias 22 e 23 de Outubro no Campo Pequeno em Lisboa e dias 31 de Outubro e 1 de Novembro no Coliseu do Porto.

A não perder.Nunca.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Uma Pintura Brilhante na SPEM



Foi com um enorme prazer que estive ontem a orientar o workshop “Uma Pintura Brilhante, uma Ideia Brilhante” que se realizou na SPEM, Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla,evento este patrocinado pela Merck Serono .
O trabalho desenvolvido atingiu todos os objectivos. Depois de facilmente se desenvolver a parte afectiva, desenvolveu-se também a confiança, e consequentemente a parte criativa. Vivemos nesta manhã momentos de rara beleza humana, e no final a emoção da despedida foi inevitável.
Acredito profundamente que contra todas as adversidades o ser humano pode cumprir-se enquanto ser criativo. A prova foi o que se passou esta manhã.

João Silva

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O retorno inesperado sem data.




A vida é um ciclo, é feita de etapas, é composta por momentos particularmente bons, sublimes, de outros desgastantes e quase finais. Só há pouco tempo entendi o porquê da grandiosidade de certas pessoas! Sofreram, sofreram muito, mas continuaram a fazer o seu percurso, pois, como alguém, tão especial, sempre me dizia: "a vida faz-se caminhando". Quando se sofre, quando a morte é iminente, mesmo que irreal, tudo à nossa volta ganha uma dimensão diferente. Tão diferente que muitos nunca a conseguirão alcançar. A busca pela cura, a busca pelo medicamento milagroso, o desespero, o abandono, a incompreensão de quem nos rodeia, quando não nos mata, só nos fortalece.
E, assim, tudo foi necessário.
Acredito solenemente que a força positiva de cada um de nós é o motor de arranque, não tenho dúvidas sobre isso. Podemos ser Seres excepcionais, desde que tenhamos sempre a consciência tranquila de que Somos Boas Pessoas, de que fazemos o possível para tranquilizar e aliviar a dor aos que nos rodeiam. Quando se dá muito, o retorno é inevitável, mas inesperado e sem data nem local marcado, mas com tudo agendado. Por vezes damos, damos... mas damos a seres egoístas que nos sugam tudo o que de melhor há em nós, distraindo-nos da nossa missão: dar a nossa força a quem realmente dela precisa para viver.
Mas, mesmo assim, tudo foi necessário.
Paixões...enchem-nos de vida, de dinamismo, de entusiasmo, de beleza, de cegueira, também. Envolvem sofrimento, desejo, alegria, quando correm bem. Procuram-se respostas, apela-se à verdade...Mas qual verdade? Raios partam os homens de palavras mágicas que nunca ousam olhar a mulher que cortejam! O vazio dos que procuram é tramado!
Mas, ainda assim, tudo foi necessário.
E, cada vez mais, sinto que tudo foi necessário.
Muda-se casa, muda-se de trabalho, muda-se de hábitos, muda-se de coração...tem sido a parte da história mais bela desde que Vivo, a TI a devo...a História!


( Publicado sem autorização do autor)

Porque Sim,o novo livro de Daniel Sampaio



Família. Escola. Política.
Porquê? Porque sim. Pois, como diz o autor, «continuo a
acreditar que vale a pena participar e que o caminho estará na
atenção aos sentimentos do outro e à possibilidade de nos
reconectarmos a todos os níveis. Num momento em que se
privilegia a socialização à distância pela Internet, nunca é
demais salientar a importância de criar proximidade com
quem está ao alcance do nosso olhar, num movimento
renovado de criação de laços afectivos tanto quanto possível
duradouros».
Família. Escola. Política.
Porquê? Porque sim. Pois, como diz o autor, «continuo a acreditar que vale a pena participar e que o caminho estará na atenção aos sentimentos do outro e à possibilidade de nos reconectarmos a todos os níveis. Num momento em que se privilegia a socialização à distância pela Internet, nunca é demais salientar a importância de criar proximidade com quem está ao alcance do nosso olhar, num movimento renovado de criação de laços afectivos tanto quanto possível duradouros».
Daniel Sampaio centra as suas obras no quotidiano da família e da escola e tem-se dedicado ao estudo e à intervenção junto de jovens em risco. Dos títulos que publicou, destacam-se Ninguém Morre Sozinho (uma obra de referência sobre o suicídio adolescente), Inventem-se Novos Pais, A Arte da Fuga, Tudo o Que Temos Cá Dentro e Lavrar o Mar. Participa com regularidade em programas de televisão e de rádio e é cronista semanal da revista Pública, do jornal Público. Daniel Sampaio é Professor Catedrático de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa e tem coordenado, no Hospital de Santa Maria, unidades de intervenção para adolescentes em crise. Em 2008 publicou A Razão dos Avós, um livro oportuno sobre o diálogo entre gerações.

A Mingus Big Band na programação do Seixal Jazz 2009




Lew Soloff (trompete), Alex Sipiagin (trompete), Earl Gardner (trompete), Vicent Herring (saxofones alto), Craig Handy (saxofones alto), Seamus Blake (saxofones tenor e soprano), Wayne Escoffery (saxofones tenor e soprano), Jason Marshall (saxofone barítono), Ku-Umba Frank Lacy (trombone), Andy Hunter (trombone), Earl McIntyre (trombone baixo), David Kikoski (piano), Andy McKee (contrabaixo), Donald Edwards (bateria)
Indiscutivelmente uma das mais brilhantes orquestras de jazz dos EUA, esta é uma orquestra de reportório todo ele com origem no contrabaixista/compositor Charles Mingus. As obras interpretadas no corrente ano resultam de uma combinação inteligente entre reportório descoberto por Sue Mingus, viúva do contrabaixista, nos arquivos do mestre, e temas que se tornaram famosos na discografia de Mingus, particularmente alguns incluídos nos discos “Ah Um”, “Dinasty” e “Blues and Roots”, todos editados em 1959. A Mingus Big Band, na celebração dos 50 anos daquelas obras, é constituída por músicos “mingusianos” de prestígio e alguns mais jovens que sentem o espírito da música do mestre e dominam essa linguagem tão característica que Charles Mingus soube criar.

A Casa das Histórias de Paula Rego.


A Casa das Histórias Paula Rego, o novo equipamento cultural de Cascais, dedicado à pintora portuguesa, residente em Londres, foi inaugurado.
Arquitectado por Eduardo Souto de Moura, o novo equipamente cultural do país, dispõe de um espólio de cerca de 600 obras doadas e emprestadas pela pintora, das quais 200 vão ficar inicialmente expostas ao público e 400 em Reserva.
A exposição está organizada cronologicamente, dividida em quatro grandes zonas temáticas. Na primeira sala encontram-se os trabalhos correspondentes aos dez primeiros anos de carreira de Paula Rego, com obras datadas das décadas de 50 e 60, onde se identificam técnicas mistas com colagem e em que cruzam o statement político com referências da esfera familiar e pessoal da artista.
A área seguinte é dedicada aos anos 80, quando Paula Rego abandona a colagem e se dedica ao figurativismo. A etapa seguinte – 1994 a 2005 – assume como marco a introdução do pastel e abre caminho para obras mais realistas e, simultaneamente teatrais.
No final do percurso expositivo fica a a sala de exposições temporárias, que apresenta até 18 de Março de 2010, um conjunto de obras emprestadas pela Galeria Marlborough, que representante internacionalmente a pintora.
O museu vai estar aberto ao público diariamente, das 10h00 às 22h00 e a entrada é gratuita.
A não perder.

Um pedaço de historia.


Banda desenhada de propaganda americana,” A vida de Franklin Roosevelt”, mais uma aquisição num alfarrabista de Lisboa.
Estamos em plena segunda guerra mundial, e nada está resolvido. A guerra começou em
1 de Setembro de 1939 com a invasão da Polónia pela Alemanha e as subsequentes declarações de guerra da França e da Grã-Bretanha, prolongando-se até 2 de Setembro de 1945.O livro acaba com uma mensagem de esperança. Longe estava o dia da vitória.
Uma boa aquisição, a materialização de um pedaço de história.

João Silva

domingo, 4 de outubro de 2009

Borboleta Vai à Escola





E se de repente a Escola ficasse cheia de dezenas de borboletas de várias cores?
É esse o projecto ,“Borboleta Vai à Escola”, que estou a implementar com as alunas da turma de Acção Educativa da EIPDA.
Assim a Primavera poderá chegar mais cedo.

João Silva

D'jambes ,Projecto 12-15 e a Escola Segura




Alunos do Projecto 12-15 da Escola Intercultural das Profissões da Amadora , convidados a actuar no dia 25 de Setembro com a sua orquestra de D’jambes, na inauguração do ano escolar da Escola Segura.
Os nossos jovens divertiram-se, não deixando de tomar conhecimento com as diversas realidades do dia-a-dia da PSP.
No final uma boa actuação debaixo de um sol muito forte.
O filme da TV Amadora é elucidativo.

http://www.tvamadora.com/Video.aspx?videoid=616
João Silva

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

TV Amadora na homenagem à comunidade educativa, onde foi destinguido o Projecto 12-15





Imagens na TV Amadora da minha homenagem , mas mais importante, a homenagem ao Projecto 12-15.






( Clique para ver as imagens)
João Silva

Projecto 12-15 homenagiado pela CMA




Foi com prazer que recebi da C M da Amadora na pessoa do seu Presidente , a distinção relativa ao meu empenho no projecto 12- 15.
No entanto era impensável no meu discurso de agradecimento, não dedicar o premio a todos os que trabalham no projecto, nomeadamente às Doutoras Neusa Pinto e Helena Silva ,peças fundamentais, ao meu Director Pedagógico, Dr. Luis Agostinho, homem inteligente que me compreendeu e me deu espaço e liberdade, e por fim à grande referência desta escola que é o Eng. Serras, que um dia em conversa me disse:”o que não serve para os meus filhos, também não serve para os filhos dos outros”. Quando um dirigente pensa assim , meio caminho está andado.

Mas mais que tudo isto, foi a homenagem ao Bruno Tavares, melhor aluno do Projecto 12-15, homenagem esta que simboliza o trabalho e a dedicação de quem trabalham nesta nobre causa.

Obrigado a todos

João Silva

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O poema desnecessário de um grande poeta. Antonio Ramos Rosa


Este poema é absolutamente desnecessário
pela simples razão de que poderia nunca ser escrito
e ninguém sentiria a sua falta
Esta é a sua liberdade negativa a sua vacuidade dinâmica
e o movimento da sua abolição a partir do seu vazio inicial
Mas qual é a sua matéria qual o seu horizonte?
Traçará ele uma linha em torno da sua nulidade
e fechar-se-á como uma concha de cabelos ou como um [útero do nada?
Ou será a possibilidade extrema de uma presença inesperada
que surgiria quando chegasse a essa fronteira branca
que já não separaria o ser do nada e no seu esplendor absoluto
revelaria a integridade do ser antes de todas as imagens
a sua violência inaugural a sua volúvel gestação?


António Ramos

Rosain Deambulações Oblíquas

Pontualidade e Empenho.







Foi importante ver a participação da turma de Acção Educativa, empenhada, participativa e a colaborar fortemente na Exposição de Arte Postal,” Educação & Ambiente”. Curioso foi a pontualidade britânica de quase todos os alunos que às 8 e 10 da manhã já trabalhavam afincadamente.
Parabéns à turma.

João Silva