domingo, 8 de novembro de 2009

O Mundo de Sofia ,um grande livro.




Um mundo onde, ao lado dessa personagem tão envolvente, podemos encontrar personalidades marcantes da história do pensamento mundial (mais especificamente ocidental) como Aristóteles, Santo Agostinho, Descartes, Kant, Marx ou Nietzche.
Um espaço onde podemos acompanhar discussões (travadas entre os personagens) através das quais entramos em contato com importantes teorias defendidas por alguns dos maiores filósofos de todos os tempos; e, constatar que aprender filosofia pode ser interessante, instigante e muito mais fácil do que a maioria das pessoas acredita.
Uma história na qual nos envolvemos como autênticas sombras da personagem central e parecemos estar acompanhando cada passo, resolução, ação e pensamento da mesma. Ao nos envolvermos de tal forma com a trama, embarcamos em reflexões contínuas sobre filosofia, cobrindo pensadores e suas produções desde o surgimento do pensamento filosófico e a superação da mitologia até os pensadores contemporâneos.
Uma obra literária que se tornou um grande best-seller, um autêntico campeão de vendas em todo o mundo, celebrizando o nome do escritor norueguês

Joaquim Lourenço na Trema



O meu amigo pintor Joaquim Lourenço, expôe na galeria Trema ali ao Princepe Real em Lisboa.Um evento a não perder, para usufruir do trabalho de um grande pintor.

Clique em http://www.trema-arte.pt/index.htm ,e saiba mais informações.

Jimmy Coob,King of Blue.



Em 2009 celebra-se o quinquagésimo aniversário da data de lançamento da primeira edição de Kind of Blue, de Miles Davis. O baterista Jimmy Cobb esteve lá há 50 anos e hoje quer continuar a celebrar esta obra-prima universal.
Passaram 50 anos desde o seu lançamento e Kind of Blue continua a vender cerca de 5000 discos por semana. Foi o mais vendido disco de jazz de todos os tempos e é tido por muitos, e não apenas os amantes do jazz, como o melhor álbum de sempre. Jimmy Cobb é o baterista que acompanhou Miles Davis durante vários anos e que com ele e com Bill Evans e John Coltrane, entre outros, gravou Kind of Blue. Hoje, Jimmy Cobb é o músico que resiste da formação inesquecível de Miles Davis e, obviamente, não pode deixar de celebrar esta obra-prima. Acompanhado por cinco excelentes músicos, Cobb traz ao CCB a música que tanto inspirou, não apenas o jazz, mas a música em geral nas últimas décadas.

KIND OF BLUE
JIMMY COBB bateria WALLECE RONEY trompeteVINCENT HERRING sax altoJAVON JACKSON sax tenor LARRY WILLIS pianoBUSTER WILLIAMS contrabaixo

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Alexandre O'naill. Pretexto para fugir do real.


A uma luz perigosa como água
De sonho e assalto
Subindo ao teu corpo real
Recordo-te
E és a mesma
Ternura quase impossível
De suportar
Por isso fecho os olhos
(O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da
provocação. É assim que te faço arder triunfalmente
onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos)
Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
Convido-a a tornar-se tocante
Familiar concreta
Como um corpo decifrado de mulher
E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços
*
Experimento um grito
Contra o teu silêncio
Experimento um silêncio
Entro e saio
De mãos pálidas nos bolsos

by
Alexandre O’Neill

No CCB - Jorge de Sena ,um agitador avesso a ideias feitas.



Trinta anos depois da publicação póstuma do seu extraordinário romance Sinais de Fogo, e no momento em que se fosse vivo Jorge de Sena completaria 90 anos, o CCB propõe um dia de evocação do autor de Arte de Música.
1 Nov 2009 - 14:30
SALA ALMADA NEGREIROS
Agente de uma certa ideia do amor (“só não é belo o que se não deseja ou o que ao nosso desejo mal responde”) e da liberdade (“o resistir a tudo o que pretende diminuir-nos ou confinar-nos”), Jorge de Sena foi acima de tudo um agitador das ideias feitas, um corsário das palavras, um salteador de tesouros escondidos na nossa alma. Foi um fora-da-lei da consciência portuguesa do século XX, e é no desassossego que essa posição conota que se revela mais português e mais contemporâneo. Por isso, desde 1948 viu em Fernando Pessoa “um indisciplinador de almas”; por isso fez de Camões, o “seu” Camões, o mediador da aventura que é o seu constante diálogo com a pátria.Poeta acima de tudo, mas também ensaísta, tradutor, ficcionista e investigador, Jorge de Sena fez do exílio uma razão acrescida de amar mais dolorosamente o país que era o seu. O seu regresso póstumo, já este ano, assinala uma espécie de reconciliação com Portugal.Neste dia de evocação, haverá leituras de poemas e contos seus e de alguns dos seus ensaios sobre cinema e literatura, uma apresentação do romance que deixou incompleto e a projecção do filme que sobre ele foi realizado: Sinais de Fogo, de Luís Filipe Rocha.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lindú Mona, uma banda intercultural



Clique, e veja as imagens do concerto em :


Foi com prazer que participei como musico no projecto Lindo Mona, com um espectáculo que se realizou na passada sexta feira, na D I BOX excelente casa de espetaculos em Arruda dos Vinhos.

LINDÚ MONA
Nasceu numa Angola ainda sob o domínio colonial português. Filho de um contra-mestre da marinha mercante portuguesa e de uma negra africana natural do Dondo-Angola. Na adolescência cantou em corais da Igreja Adventista e em colégios que frequentou.Anos sessenta veio estudar para Portugal. Era o tempo do idealismo e assim iniciou a sua actividade profissional como cantor Pop liderando grupos de dança. Nessa época Portugal e Europa ainda não tinham despertado para a Música Africana.

A HERANÇA CULTURAL ANGOLANA NUMA LINGUAGEM UNIVERSAL ÚNICA
A sua influência é múltipla e diversificada e vai desde a música de raiz etnográfica e tradicional de Angola até ao Jazz, Reggae, Nova Música Improvisada entre outras.Em Lindú Mona o regresso a África é espiritual e físico. Por isso, na sua música sentimos os pássaros e os sons da floresta, o tambor e os passos de dança, os Nzumbi (almas de um outro mundo), o dialecto, e os instrumentos de música tradicional como o Kissange. As palavras dos seus temas são como pinturas que reflectem as feras e a grande fogueira, os senhores e os escravos, os homens BANTOS e os comerciantes de Zanzibar, as terras de Colombo e as ilhas, as tatuagens e a nostalgia negra, o óleo de palma e o feitiço da Alma, enfim uma verdadeira rosa de porcelana, nossa «Rosa Afra».


João Silva

domingo, 1 de novembro de 2009

A empatia com o rigor.




Os alunos do Projecto 12-15 mostram nas aulas de pintura empatia com o rigor da figura geométrica.
Os momentos de concentração têm sido cada vez mais dilatados, e o interesse é cada vez maior com este tipo de actividade.

João Silva

Conimbriga Povoação Romana







Foi no passado fim de semana ,que ao regressar de Aveiro parei para visitar Conimbriga.

Conímbriga é uma das maiores povoações romanas de que há vestígios em Portugal. Classificada Monumento Nacional, é a estação arqueológica romana mais bem estudada no país. Conímbriga foi à época da Invasão romana da Península Ibérica a principal cidade do Conventus Scallabitanus, província romana da Lusitânia. Localiza-se a 16 km de Coimbra, na freguesia de Condeixa-a-Velha, a 2 km de Condeixa-a-Nova. A estação inclui o Museu Monográfico de Conimbriga, onde estão expostos muitos dos artefactos encontrados nas escavações arqueológicas, incluíndo moedas e instrumentos cirúrgicos.
Conímbriga é uma das raras cidades romanas que conserva a cintura de
muralhas, de planta aproximadamente triangular. O tramo Norte-Sul das muralhas divide a cidade em duas zonas. Particularmente notável pela planta e pela riqueza dos mosaicos que a pavimentam, é a grande villa urbana com peristilo central, a Norte da via. Em trabalhos junto à muralha Sul foi descoberto um grande edifício cuja finalidade seriam termas públicas, com as suas divisões características.

O Jogo Incomplecto




Finalizado está o meu trabalho, baseado na frase do escritor Antonio Lobo Antunes ,
“ escrever, é jogar xadrez com Deus a toda a largura do tabuleiro” .
Uma pintura de 1,00x1,00 , acrílico e colagem sobre tela, a que dei o nome de:

O Jogo incompleto.

João Silva

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Agora Somos Todos Pintores


Os Amigos EM Aveiro desta vez aventuraram-se em grande e acolheram um Workshop de Pintura para pessoas com Esclerose Múltipla. Se era um grande desafio à partida? Claro que sim! Quando começámos a convidar os nossos amigos e conhecidos, ninguém queria vir, pois ninguém sabia pintar... surpresa das surpresas: fomos 30 pessoas no workshop, todos pintaram e acabámos com 23 quadros dignos de uma exposição permanente em Serralves!
Fomos invadidos por uma saudável amnésia colectiva em relação a doenças na altura de pegar em pincéis e guaches, e atacar gulosamente as telas!! Deixámos a imaginação invadir-nos aos poucos... Primeiro começámos bem tímidos a colorir a tela, com pinceladas pequenas e pouco precisas. Logo aí se notou quem tinha já alguma queda para as artes, pois esses poucos não estavam nada atrapalhados ao contrário da maioria! Mas aos poucos, e com ajuda de uma guitarra e do nosso pintor-músico-amigo João Silva, demos por nós a pintar e a cantar ao mesmo tempo. Mais uma vez ninguém se lembrou que supostamente é tão difícil para nós executarmos duas tarefas em simultâneo! Será mesmo?? Mas isto se calhar são pormenores...
O que não é mesmo pormenor foram os sorrisos ao longo de toda a sessão. Que com certeza ainda agora perduram na cara de todos os Amigos. Foi tão bom partilharmos algo inesperado que era não termos quaisquer expectativas de pintarmos assim muito bem... E no final tínhamos todos o nosso quadro na "galeria" improvisada junto ao balcão da entrada para as Consultas Externas do Hospital! Giro, hein? Imaginem as cores vivas das telas no meio do branco das paredes e das filas intermináveis de cadeiras. Ficou o máximo!
Um agradecimento especial ao nosso Luís, que obrigou todos os membros da coordenação a pintar, inclusive ele próprio! Corajoso! Boa lição de vida que ele nos deu: só podemos ajudar os outros ajudando-nos a nós primeiro.
No final das pinturas, descansámos um pouco, convivendo e deliciando-nos com um lanche muito completo que veio mesmo a calhar. Para acabar em beleza, tirámos uma fotografia de grupo, bem à maneira com todos os artistas!
Só para sentirem o nosso estado de espírito no final, aqui vai uma breve estória... Uma amiga do grupo já ia na porta da rua, quando a filha teve de vir para trás perdida de riso, exclamando: "A minha mãe ia esquecendo a muleta!". Escusado será dizer, foi a risada geral! Caso sim para dizer, a pintura e o convívio de Amigos tem um efeito poderoso: esquecemos a doença para nos lembrarmos quem somos - "SERES ÚNICOS!" (palavras do nosso amigo pintor João Silva!). Querem melhor estudo real do que este, em que melhorámos significativamente a qualidade de vida de 30 pessoas com EM, familiares e seus amigos? Obrigada pela Presença e Coragem de Todos para se DIVERTIREM e CELEBRAREM a vida!
Para este momento extraordinário ter tido um imenso sucesso, agradecemos:
Hospital Infante D. Pedro - Aveiro (Gabinete Comunicação, Serviço Social e Seguranças)
Projecto "Brighter Picture" da Merck Serono (Workshop de Pintura, material, lanche e apoio)
João Silva (pintor - blog: http://aconquistadabolina.blogspot.com)
Nestlé (ofertas)
Aos membros dos AEMA, pela ajuda de todos na organização e coordenação do evento (sim, agradecemos a nós próprios, somos únicos, ora bem!)
A todos os que nos visitaram pela 1ª vez e partilharam connosco os momentos fantásticos do dia! Obrigada pelo vosso carinho e boa disposição. Voltem na próxima reunião!
Os Amigos EM Aveiro

O pensamento do tamanho do universo


Da Luisa Matias, extraordinária impulsionadora do Grupo Amigos - Esclerose Múltipla de Aveiro ,recebi o seguinte correio electrónico.
A Luisa é um enorme ser humano que sonha acordada, e tem o pensamento do tamanho do universo.

Olá João!

Bem regressado a casa? Espero que este regresso a Aveiro tenha sido tão bom quanto o prazer que tivémos de partilhar a tarde maravilhosa do workshop.

Estou um pouco sem palavras, para te ser honesta. A Liliana reencaminhou-me as tuas palavras e... seria tão bom os outros pudessem lê-las!! Achas que podes refazer o texto talvez sem tanto brilho nos olhos da Luísa? eheh Sei que é a pura verdade, mas sabes, não quero protagonismo. Tudo vale a pena nem que seja por uma pessoa. Acredito nesse sonho de poder vir ajudar nem que seja uma pessoa com EM de cada vez. Já está a acontecer e estou mesmo feliz, sinto-me realizada e quero fazer mais. E tu fazes parte, de uma forma.. única! Só podia :)

Posso pedir-te esse texto para enviar por email ao pessoal e para colocar no nosso site em http://amigosem.no-ip.info/?

E preciso da tua ajuda, será que me podes enviar as tuas fotografias? Falta-me uma em que estou eu e o Diogo juntos na foto de grupo, pois apaguei-a sem querer da minha máquina :(

As fotos da minha máquina estão em http://www.flickr.com/amigosemaveiro
Vou ter de pedir à Margarida as dela também.

Escrevi um texto sobre Sábado também, está no site na secção das notícias.

Obrigada pelo que fizeste no Sábado. Se calhar acontece-te isto muitas vezes, o seres elogiado simplesmente por SERES quem és. Mas quero que saibas que tocaste vários UM neste workshop e sentimo-nos por momentos todos um, e isso, isso faz toda a diferença no mundo. Nem toda a gente tem coragem de ser...

Os Amigos agradecem ao seu novo Amigo Pintor.
Para sempre.

É que queremos mais UAUs!!!! :)
Vamos manter o contacto.

Um abraço muito muito amigo.
Luísa Matias

domingo, 25 de outubro de 2009

A pintura vitoriosa. Um Workshop no hospital D. Pedro em Aveiro .





Foi com enorme prazer que dirigi o workshop de pintura para doentes portadores de Esclerose Múltipla, patrocinado pela Merck Serono ,que decorreu ontem no hospital D. Pedro em Aveiro.
Momentos vividos com pessoas lindas, criativas e sensíveis, a cumprirem-se como seres humanos contra todas as adversidades. No fundo seres que traçam a rota da sua navegação à vista, mas ao mesmo tempo, olham no horizonte encontrando o seu caminho, caminho esse que é o de todos e ao mesmo tempo, de cada um.
A tinta escorria e a confiança ia aparecendo, a criatividade ia ganhando força enquanto os olhos brilhantes da Luísa Matias, enérgica organizadora, iam traduzindo o ambiente da sala.
As coisas começam a aparecer, tão naturais como a respiração, vejo os pintores contentes, ao fundo da sala sorrisos, o momento é mágico. Os familiares acompanhantes que tinham estado só a assistir por impulso pedem para participar, estamos agora com 26 pessoas a pintar ao mesmo tempo, a Luísa está admirada, já não há barreiras entre doentes e não doentes. AGORA SOMOSTODOS PINTORES, seres criadores a construir imagens que há poucas horas não existiam no mundo.
Gostei muito desta gente que não desiste de ser feliz, e ocorre-me esta quadra de Agostinho da Silva de que gosto muito, e que tenho um enorme prazer em dedicar-lhes.

Queres ser crente
É melhor que sejas Deus
E entre o nada que é tudo
Encontra caminhos teus

Um enorme abraço para todos.
Não desistam.

João Silva

Três cantos, ou .O sangue das nossas veias.



Um convite do meu amigo rapper, LBC .Uma noite mágica, foi o que sucedeu com o espectáculo “Três Cantos” de Jose Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias.
Um momento único, na passada sexta-feira esteve-se a fazer história. São memórias, sentimentos e emoções que já estavam adormecidos, num espectáculo de quase três horas. A sala de espectáculos do Campo Pequeno dois dias esgotada, cheia .Três grandes referencias da nossa musica que se emocionaram ao passar por todos aqueles temas que fazem parte das nossas vidas, como o sangue que nos corre nas veias.
Valeu a pena.


João Silva

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Saramago, Caím e a Igreja


O livro, que narra em tom irônico a história bíblica de Caim, filho de Adão e Eva que matou o irmão Abel, foi apresentado no domingo em Penafiel pelo autor."A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana", declarou Saramago. "Sem a Bíblia, um livro que teve muita influência em nossa cultura e até em nossa maneira de ser, os seres humanos seriam provavelmente melhores", completou.
O romancista denunciou "um Deus cruel, invejoso e insuportável, que existe apenas em nossas mentes", e afirmou que sua obra não causará problemas com a Igreja Católica "porque os católicos não lêem a Bíblia". "Admito que o livro pode irritar os judeus, mas pouco me importa".

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Marujão, chamou o livro de "operação publicitária". "Um escritor da dimensão de José Saramago deveria tomar um caminho mais sério. Pode fazer críticas, mas entrar em um gênero de ofensas não fica bem a ninguém, e muito menos a um Prêmio Nobel", afirmou.O rabino Elieze du Martino, representante da comunidade judaica de Lisboa, afirmou que "o mundou judeu não vai se escandalizar com os escritos de Saramago nem de ninguém". "Saramago desconhece a Bíblia e sua exegese. Faz leituras superficiais da Bíblia", disse.Saramago provocou revolta em 1992 com "Evangelho segundo Jesus Cristo", no qual mostra um Jesus que perdeu sua virgindade com Maria Madalena e que era utilizado por Deus para ampliar seu poder no mundo. O escritor se mudou pouco depois de Portugal e foi morar em Lanzarote, no arquipélago espanhol das Canárias.

domingo, 18 de outubro de 2009

A minha nova aquisição.O Cajon


A minha nova aquisição.
Latin Percussion LP1432 Cajon
This cajon allows you to vary the tension of internal strings with a standard drum key and has front, height adjustment feet that allow the Cajon to accomdate individual playing positions. Latin Percussion LP1432 cajon features:
frontplate made of exotic "Takean Tong" wood
composite wood body
superior bass resonance and enhanced sound
Cajón é o aumentativo da palavra caja, que significa caixa em espanhol.
O cajón é um
instrumento de percussão que teve sua origem no Peru colonial, onde os escravos africanos, separados de seus instrumentos de percussão pelos feitores da época, utilizaram-se de caixas de madeira e gavetas (outra tradução para cajón) para tocarem seus ritmos. Daí dizer que sua origem é afro-peruana. Com o passar do tempo o instrumento transformou-se no que conhecemos hoje por cajón. O instrumento hoje é considerado pelo governo peruano como "Patrimônio Cultural da Nação".
O cajón atravessou as fronteiras do Peru e tem encontrado espaço nas expressões
musicais de diferentes culturas pelo mundo afora. Paco de Lucia foi um dos principais responsáveis pela introdução do instrumento na música flamenca. Com uma sonoridade tida como ideal para acompanhar as palmas, sapateado e a sonoridade das guitarras flamencas, o cajón popularizou-se. Hoje é tão comum a presença do instrumento nas apresentações flamencas que muitos imaginam que sua origem é espanhola.
Construído totalmente em madeira, o cajón mais difundido internacionalmente apresenta
cordas colocadas por dentro sob o tampo, uma versão moderna que tem muita aceitação internacional. O instrumento encanta pela simplicidade, desempenho, por sua grandiosa vibração e versatilidade.
Por tratar-se de um instrumento muito simples e barato, o cajón vem se popularizando cada vez mais no
Brasil, tanto entre os músicos profissionais quanto entre os amadores, revelando-se um acompanhamento muito rico para voz e violão. O cajón é extremamente versátil para praticamente todos os ritmos, podendo ser utilizado Acústicamente, microfonado em apresentações ao vivo, provocando no espectador a sensação de "onde está a bateria?", e ainda apresentar excelentes resultados em gravações de estúdio.

Três Cantos,vai fazer-se historia.


Há algum tempo que a ideia andava no ar… juntar em palco num espectáculo único, a acontecer uma vez (afinal vão ser duas!!!) três dos nomes mais importantes da música deste país, activos, com obra feita, percurso e carreiras artísticas que se tocam em vários pontos, quer poética, quer musicalmente – José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias – enfim juntos!Juntos, ao vivo e em palco pela primeira vez, três verdadeiros ícones capazes de reunir à volta das suas canções gerações de diferentes idades, vivências e aspirações. Cantaram o amor, a guerra, a paz, a desilusão, a esperança... São referências não só musicais mas também poéticas do que é cantar em português. Três personalidades. TRÊS CANTOS.Encontro histórico a presenciar - dias 22 e 23 de Outubro no Campo Pequeno em Lisboa e dias 31 de Outubro e 1 de Novembro no Coliseu do Porto.

A não perder.Nunca.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Uma Pintura Brilhante na SPEM



Foi com um enorme prazer que estive ontem a orientar o workshop “Uma Pintura Brilhante, uma Ideia Brilhante” que se realizou na SPEM, Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla,evento este patrocinado pela Merck Serono .
O trabalho desenvolvido atingiu todos os objectivos. Depois de facilmente se desenvolver a parte afectiva, desenvolveu-se também a confiança, e consequentemente a parte criativa. Vivemos nesta manhã momentos de rara beleza humana, e no final a emoção da despedida foi inevitável.
Acredito profundamente que contra todas as adversidades o ser humano pode cumprir-se enquanto ser criativo. A prova foi o que se passou esta manhã.

João Silva

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O retorno inesperado sem data.




A vida é um ciclo, é feita de etapas, é composta por momentos particularmente bons, sublimes, de outros desgastantes e quase finais. Só há pouco tempo entendi o porquê da grandiosidade de certas pessoas! Sofreram, sofreram muito, mas continuaram a fazer o seu percurso, pois, como alguém, tão especial, sempre me dizia: "a vida faz-se caminhando". Quando se sofre, quando a morte é iminente, mesmo que irreal, tudo à nossa volta ganha uma dimensão diferente. Tão diferente que muitos nunca a conseguirão alcançar. A busca pela cura, a busca pelo medicamento milagroso, o desespero, o abandono, a incompreensão de quem nos rodeia, quando não nos mata, só nos fortalece.
E, assim, tudo foi necessário.
Acredito solenemente que a força positiva de cada um de nós é o motor de arranque, não tenho dúvidas sobre isso. Podemos ser Seres excepcionais, desde que tenhamos sempre a consciência tranquila de que Somos Boas Pessoas, de que fazemos o possível para tranquilizar e aliviar a dor aos que nos rodeiam. Quando se dá muito, o retorno é inevitável, mas inesperado e sem data nem local marcado, mas com tudo agendado. Por vezes damos, damos... mas damos a seres egoístas que nos sugam tudo o que de melhor há em nós, distraindo-nos da nossa missão: dar a nossa força a quem realmente dela precisa para viver.
Mas, mesmo assim, tudo foi necessário.
Paixões...enchem-nos de vida, de dinamismo, de entusiasmo, de beleza, de cegueira, também. Envolvem sofrimento, desejo, alegria, quando correm bem. Procuram-se respostas, apela-se à verdade...Mas qual verdade? Raios partam os homens de palavras mágicas que nunca ousam olhar a mulher que cortejam! O vazio dos que procuram é tramado!
Mas, ainda assim, tudo foi necessário.
E, cada vez mais, sinto que tudo foi necessário.
Muda-se casa, muda-se de trabalho, muda-se de hábitos, muda-se de coração...tem sido a parte da história mais bela desde que Vivo, a TI a devo...a História!


( Publicado sem autorização do autor)

Porque Sim,o novo livro de Daniel Sampaio



Família. Escola. Política.
Porquê? Porque sim. Pois, como diz o autor, «continuo a
acreditar que vale a pena participar e que o caminho estará na
atenção aos sentimentos do outro e à possibilidade de nos
reconectarmos a todos os níveis. Num momento em que se
privilegia a socialização à distância pela Internet, nunca é
demais salientar a importância de criar proximidade com
quem está ao alcance do nosso olhar, num movimento
renovado de criação de laços afectivos tanto quanto possível
duradouros».
Família. Escola. Política.
Porquê? Porque sim. Pois, como diz o autor, «continuo a acreditar que vale a pena participar e que o caminho estará na atenção aos sentimentos do outro e à possibilidade de nos reconectarmos a todos os níveis. Num momento em que se privilegia a socialização à distância pela Internet, nunca é demais salientar a importância de criar proximidade com quem está ao alcance do nosso olhar, num movimento renovado de criação de laços afectivos tanto quanto possível duradouros».
Daniel Sampaio centra as suas obras no quotidiano da família e da escola e tem-se dedicado ao estudo e à intervenção junto de jovens em risco. Dos títulos que publicou, destacam-se Ninguém Morre Sozinho (uma obra de referência sobre o suicídio adolescente), Inventem-se Novos Pais, A Arte da Fuga, Tudo o Que Temos Cá Dentro e Lavrar o Mar. Participa com regularidade em programas de televisão e de rádio e é cronista semanal da revista Pública, do jornal Público. Daniel Sampaio é Professor Catedrático de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa e tem coordenado, no Hospital de Santa Maria, unidades de intervenção para adolescentes em crise. Em 2008 publicou A Razão dos Avós, um livro oportuno sobre o diálogo entre gerações.

A Mingus Big Band na programação do Seixal Jazz 2009




Lew Soloff (trompete), Alex Sipiagin (trompete), Earl Gardner (trompete), Vicent Herring (saxofones alto), Craig Handy (saxofones alto), Seamus Blake (saxofones tenor e soprano), Wayne Escoffery (saxofones tenor e soprano), Jason Marshall (saxofone barítono), Ku-Umba Frank Lacy (trombone), Andy Hunter (trombone), Earl McIntyre (trombone baixo), David Kikoski (piano), Andy McKee (contrabaixo), Donald Edwards (bateria)
Indiscutivelmente uma das mais brilhantes orquestras de jazz dos EUA, esta é uma orquestra de reportório todo ele com origem no contrabaixista/compositor Charles Mingus. As obras interpretadas no corrente ano resultam de uma combinação inteligente entre reportório descoberto por Sue Mingus, viúva do contrabaixista, nos arquivos do mestre, e temas que se tornaram famosos na discografia de Mingus, particularmente alguns incluídos nos discos “Ah Um”, “Dinasty” e “Blues and Roots”, todos editados em 1959. A Mingus Big Band, na celebração dos 50 anos daquelas obras, é constituída por músicos “mingusianos” de prestígio e alguns mais jovens que sentem o espírito da música do mestre e dominam essa linguagem tão característica que Charles Mingus soube criar.