quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Poema para Maria Azuen




Cuida deste dia
Milagre de silêncio
Onde os pássaros
Voam em teu louvor

Arranca a tristeza do peito
E com mais um jeito
Respira o ar vagabundo
Há tanto vento á deriva

Contempla a tua existência
Que não é mais que a nossa existência
Transparência
Do teu Eu

Abraça a certeza
Das várias verdades
Mas no tal bocadinho em que te entenderes.
Preserva-o, Ama-o

O tal bocadinho de cada um de nós
Que pode ser uma eternidade
Depende do ângulo
E da verdade

Gosto de ti suave mulher.
Um dia os pássaros pôr-se-ão em fila
Para te cantar ao ouvido.
E tu sorriras eternamente




Mark Rothko 1903-1970











Mark Rothko, nascido Markus Rotkovičs - Rothkowitz, (Daugavpils, 25 de setembro de 190325 de fevereiro de 1970) foi um pintor expressionista abstrato (embora ele rejeitasse tal classificação), nascido na Letónia e naturalizado estadunidense.
De origem
judaica, Rothko emigrou com a mãe e a irmã para Portland (Oregon), em 1913, para se reunir ao pai e irmãos. Fez seus estudos no Lincoln High School de Portland, depois na Universidade Yale.
Em
1929, tornou-se professor de desenho para crianças.
Casou-se com Edith Sachar, em
1932. Em 1934, fundou a Artist Union de Nova York.
Em
1940, adotou o nome anglicizado "Mark Rothko", dois anos após ter conseguido a nacionalidade americana.
De acordo com seus amigos, tinha uma natureza difícil. Profundamente ansioso e irascível, podia ser também extrememente afetuoso. É nos anos
1950 que sua carreira verdadeiramente deslancha, graças sobretudo ao colecionador Duncan Philips que lhe comprou vários quadros e, após uma longa viagem do pintor à Europa, consagrou uma sala inteira à sua coleção (um sonho de Rothko, que desejava que os visitantes não fossem perturbados por outras obras).
White and greens in blue, 1957.
Os
anos 1960 foram para ele um período de grandes encomendas públicas - da Universidade Harvard, da Marlborought Gallery de Londres, a capela em Houston) - e de desenvolvimento das suas idéias sobre a pintura. Mas este impulso criador e de reconhecimento foi interrompido por um aneurisma de aorta - doença incapacitante que o impediu de pintar em grandes formato.
Exemplo disso é a capela Rothko, em Houston.
Mark Rothko suicidou-se em 1970.

Cultivar a memoria de um grande saxofonista - Joe Hendersen




Joe Henderson (Lima 24 de Abril de 1937 - São Francisco, 30 de Junho de 2001) foi um saxofonista tenor de jazz, norte-americano. O seu estilo musical tem influências que vão desde o hard bop à bossa nova, soul jazz ou jazz de fusão.
Joe Henderson estudou música na escola Kentucky State College e na universidade de Wayne, em Detroit. Entre 1960 e 1962, presta serviço militar. O seu nome começa a ser conhecido, depois de sair do exército, tocando com o trompetista Kenny Dorham em 1962 e 1963. Este consegue um contrato para Henderson com a gravadora de jazz Blue Note.
Entre
1964 e 1970, Henderson toca no quinteto de Horace Silver, e com a banda de Herbie Hancock, na segunda metade dos anos 60. Na década de 1970, Henderson vive em São Francisco, e grava por diversas vezes para a Milestone. Toca temporáriamente com os Blood, Sweat & Tears em 1971. Na década seguinte, dedica-se ao ensino de música e, como músico independente, volta a gravar para a Blue Note. O seu reconhecimento surge quando é contratado pela Verve.
Em
1992, Henderson recebe o título de melhor músico de jazz pela Down Beat, e melhor saxofonista tenor. Um dos seus álbuns mais vendidos é Lush Life: The Music of Billy Strayhorn, que vendeu mais de 450.000 unidades por todo o mundo (cerca de 100.000 nos EUA). O seu álbum So Near So Far: Musings for Miles recebeu o Grammy para a melhor interpretação de jazz.
O seu último trabalho, Porgy and Bess, foi gravado em
1997
Joe Henderson morre em 30 de Junho de 2001, devido a paragem cardíaca, após algum tempo a sofrer de enfisema.




Discografia
Page One (Blue Note
1963)
Our Thing (Blue Note 1963)
In 'n Out (Blue Note
1964)
Inner Urge (Blue Note 1964)
Mode for Joe (Blue Note
1966)
The Kicker (Milestone
1967)
Tetragon (Milestone 1967)
Four (Verve
1968)
Straight, No Chaser (Verve 1968)
Power to the People (Milestone
1969)
Joe Henderson in Japan (Milestone
1971)
The Elements (Milestone
1973)
Canyon Lady (Milestone 1973)
Multiple (Milestone 1973)
Relaxin' at Camarillo, (Contemporary
1979)
The State of the Tenor Live at the Village Vanguard (Blue Note
1985)
SKYDANCE : Joe Henderson w/ Jon Ballantyne Trio (Justin Time
1989)
Lush Life: The Music of Billy Strayhorn (Verve
1991)
So Near, So Far (Musings for Miles), (Verve
1992)
Double Rainbow: The Music of Antonio Carlos Jobim, (Verve
1994)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A queda do muro de Berlim faz 20 anos.


Desde que foi construído até 1989 o muro de Berlim, como ficou conhecido, foi o símbolo da separação dos blocos capitalista e comunista e da «Guerra Fria». Era o ponto máximo da rivalidade das duas potências.
Mas nos fins da década de 80, começou o redespertar das nacionalidades, com a desagregação de alguns países como a Checoslováquia e a Jugoslávia, e também o desejo de reunificação das duas Alemanhas. Os enormes fluxos migratórios da Alemanha de Leste para a Alemanha de Oeste, durante o verão de 1989, tornaram-se impossíveis de controlar. Por isso, a 9 de Novembro de 1989, teve que ser autorizada a livre circulação entre as duas partes de Berlim, e como consequência a destruição do muro. Nessa noite os alemães de um e de outro lado da cidade subiram e dançaram em cima dele. Reinava a alegria, todos festejavam, enquanto vários faixas do muro iam sendo cortadas e deitadas abaixo. Nesse momento histórico não se estava apenas a deitar abaixo uma parede: a sua queda do muro de Berlim significava a queda dos regimes comunistas, o fim da Guerra Fria e de toda a tensão mundial e a abertura ao mundo.

A Obra Reunida de Agostinho da Silva, um texto de Paulo Borges



Obra Reunida
Na qualidade de coordenador desta edição da Obra de Agostinho da Silva, congratulo-me pelo excelente trabalho de levantamento, transcrição e organização dos textos realizado por toda a equipa, a quem pertencem todos os méritos. Esta edição, pela sua completude, pelos inéditos e textos dispersos que reúne, passará a ser a referência fundamental dos estudos agostinianos.
Congratulo-me também pela inauguração deste Portal, que, a par da edição da obra em livro, pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda, permitirá torná-la facilmente acessível a todos os estudantes, investigadores e público em geral, tornando-se um fundamental instrumento de trabalho.
Considero este evento um passo extremamente importante para a divulgação e conhecimento aprofundado da obra e pensamento de Agostinho da Silva, autor que congrega uma crescente comunidade de leitores em todo o mundo lusófono e não só.
A abertura deste Portal e a edição da obra agostiniana são dos eventos mais marcantes desta comemoração dos 15 anos da sua partida e fazem já parte desse Legado onde germinam, florescem e frutificam as sementes que em vida tão abundantemente deixou no espírito dos seus amigos e leitores e no corpo do mundo.
Paulo Borges

20º Amadora BD




Foi com prazer que levei os alunos do Projecto 12-15 e os utentes da Associação Recomeço na passada semana ,a visitarem a BD Amadora.
Vinte anos de Banda Desenhada na Amadora. O Festival Internacional de BD decorreu entre os dias 23 de Outubro e 8 de Novembro.
João Silva



domingo, 8 de novembro de 2009

Educação & Ambiente - EIPDA




A exposição de Arte Postal EDUCAÇÃO & AMBIENTE começa agora a ser divulgada em força ,atraves de um cartaz de divulgação editado pela EIPDA,e que aqui vos deixo.

A todos peço colaboração e participação para o exito deste evento.

João Silva

João Santos - Se não Sabes ,Porque é que Perguntas ?



Diplomado em educação física, licenciado em medicina e psicanálise e especializado em neuropediatria e psicanálise, João dos Santos é uma figura central da medicina portuguesa. Foi um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, tendo revolucionado os campos da psicopedagogia e da psiquiatria infantil. Foi fundador da Casa da Praia, instituição de terapia e de investigação na área da pedagogia terapêutica, que continua a ter um papel de relevância em Portugal.

O Mundo de Sofia ,um grande livro.




Um mundo onde, ao lado dessa personagem tão envolvente, podemos encontrar personalidades marcantes da história do pensamento mundial (mais especificamente ocidental) como Aristóteles, Santo Agostinho, Descartes, Kant, Marx ou Nietzche.
Um espaço onde podemos acompanhar discussões (travadas entre os personagens) através das quais entramos em contato com importantes teorias defendidas por alguns dos maiores filósofos de todos os tempos; e, constatar que aprender filosofia pode ser interessante, instigante e muito mais fácil do que a maioria das pessoas acredita.
Uma história na qual nos envolvemos como autênticas sombras da personagem central e parecemos estar acompanhando cada passo, resolução, ação e pensamento da mesma. Ao nos envolvermos de tal forma com a trama, embarcamos em reflexões contínuas sobre filosofia, cobrindo pensadores e suas produções desde o surgimento do pensamento filosófico e a superação da mitologia até os pensadores contemporâneos.
Uma obra literária que se tornou um grande best-seller, um autêntico campeão de vendas em todo o mundo, celebrizando o nome do escritor norueguês

Joaquim Lourenço na Trema



O meu amigo pintor Joaquim Lourenço, expôe na galeria Trema ali ao Princepe Real em Lisboa.Um evento a não perder, para usufruir do trabalho de um grande pintor.

Clique em http://www.trema-arte.pt/index.htm ,e saiba mais informações.

Jimmy Coob,King of Blue.



Em 2009 celebra-se o quinquagésimo aniversário da data de lançamento da primeira edição de Kind of Blue, de Miles Davis. O baterista Jimmy Cobb esteve lá há 50 anos e hoje quer continuar a celebrar esta obra-prima universal.
Passaram 50 anos desde o seu lançamento e Kind of Blue continua a vender cerca de 5000 discos por semana. Foi o mais vendido disco de jazz de todos os tempos e é tido por muitos, e não apenas os amantes do jazz, como o melhor álbum de sempre. Jimmy Cobb é o baterista que acompanhou Miles Davis durante vários anos e que com ele e com Bill Evans e John Coltrane, entre outros, gravou Kind of Blue. Hoje, Jimmy Cobb é o músico que resiste da formação inesquecível de Miles Davis e, obviamente, não pode deixar de celebrar esta obra-prima. Acompanhado por cinco excelentes músicos, Cobb traz ao CCB a música que tanto inspirou, não apenas o jazz, mas a música em geral nas últimas décadas.

KIND OF BLUE
JIMMY COBB bateria WALLECE RONEY trompeteVINCENT HERRING sax altoJAVON JACKSON sax tenor LARRY WILLIS pianoBUSTER WILLIAMS contrabaixo

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Alexandre O'naill. Pretexto para fugir do real.


A uma luz perigosa como água
De sonho e assalto
Subindo ao teu corpo real
Recordo-te
E és a mesma
Ternura quase impossível
De suportar
Por isso fecho os olhos
(O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da
provocação. É assim que te faço arder triunfalmente
onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos)
Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
Convido-a a tornar-se tocante
Familiar concreta
Como um corpo decifrado de mulher
E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços
*
Experimento um grito
Contra o teu silêncio
Experimento um silêncio
Entro e saio
De mãos pálidas nos bolsos

by
Alexandre O’Neill

No CCB - Jorge de Sena ,um agitador avesso a ideias feitas.



Trinta anos depois da publicação póstuma do seu extraordinário romance Sinais de Fogo, e no momento em que se fosse vivo Jorge de Sena completaria 90 anos, o CCB propõe um dia de evocação do autor de Arte de Música.
1 Nov 2009 - 14:30
SALA ALMADA NEGREIROS
Agente de uma certa ideia do amor (“só não é belo o que se não deseja ou o que ao nosso desejo mal responde”) e da liberdade (“o resistir a tudo o que pretende diminuir-nos ou confinar-nos”), Jorge de Sena foi acima de tudo um agitador das ideias feitas, um corsário das palavras, um salteador de tesouros escondidos na nossa alma. Foi um fora-da-lei da consciência portuguesa do século XX, e é no desassossego que essa posição conota que se revela mais português e mais contemporâneo. Por isso, desde 1948 viu em Fernando Pessoa “um indisciplinador de almas”; por isso fez de Camões, o “seu” Camões, o mediador da aventura que é o seu constante diálogo com a pátria.Poeta acima de tudo, mas também ensaísta, tradutor, ficcionista e investigador, Jorge de Sena fez do exílio uma razão acrescida de amar mais dolorosamente o país que era o seu. O seu regresso póstumo, já este ano, assinala uma espécie de reconciliação com Portugal.Neste dia de evocação, haverá leituras de poemas e contos seus e de alguns dos seus ensaios sobre cinema e literatura, uma apresentação do romance que deixou incompleto e a projecção do filme que sobre ele foi realizado: Sinais de Fogo, de Luís Filipe Rocha.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lindú Mona, uma banda intercultural



Clique, e veja as imagens do concerto em :


Foi com prazer que participei como musico no projecto Lindo Mona, com um espectáculo que se realizou na passada sexta feira, na D I BOX excelente casa de espetaculos em Arruda dos Vinhos.

LINDÚ MONA
Nasceu numa Angola ainda sob o domínio colonial português. Filho de um contra-mestre da marinha mercante portuguesa e de uma negra africana natural do Dondo-Angola. Na adolescência cantou em corais da Igreja Adventista e em colégios que frequentou.Anos sessenta veio estudar para Portugal. Era o tempo do idealismo e assim iniciou a sua actividade profissional como cantor Pop liderando grupos de dança. Nessa época Portugal e Europa ainda não tinham despertado para a Música Africana.

A HERANÇA CULTURAL ANGOLANA NUMA LINGUAGEM UNIVERSAL ÚNICA
A sua influência é múltipla e diversificada e vai desde a música de raiz etnográfica e tradicional de Angola até ao Jazz, Reggae, Nova Música Improvisada entre outras.Em Lindú Mona o regresso a África é espiritual e físico. Por isso, na sua música sentimos os pássaros e os sons da floresta, o tambor e os passos de dança, os Nzumbi (almas de um outro mundo), o dialecto, e os instrumentos de música tradicional como o Kissange. As palavras dos seus temas são como pinturas que reflectem as feras e a grande fogueira, os senhores e os escravos, os homens BANTOS e os comerciantes de Zanzibar, as terras de Colombo e as ilhas, as tatuagens e a nostalgia negra, o óleo de palma e o feitiço da Alma, enfim uma verdadeira rosa de porcelana, nossa «Rosa Afra».


João Silva

domingo, 1 de novembro de 2009

A empatia com o rigor.




Os alunos do Projecto 12-15 mostram nas aulas de pintura empatia com o rigor da figura geométrica.
Os momentos de concentração têm sido cada vez mais dilatados, e o interesse é cada vez maior com este tipo de actividade.

João Silva

Conimbriga Povoação Romana







Foi no passado fim de semana ,que ao regressar de Aveiro parei para visitar Conimbriga.

Conímbriga é uma das maiores povoações romanas de que há vestígios em Portugal. Classificada Monumento Nacional, é a estação arqueológica romana mais bem estudada no país. Conímbriga foi à época da Invasão romana da Península Ibérica a principal cidade do Conventus Scallabitanus, província romana da Lusitânia. Localiza-se a 16 km de Coimbra, na freguesia de Condeixa-a-Velha, a 2 km de Condeixa-a-Nova. A estação inclui o Museu Monográfico de Conimbriga, onde estão expostos muitos dos artefactos encontrados nas escavações arqueológicas, incluíndo moedas e instrumentos cirúrgicos.
Conímbriga é uma das raras cidades romanas que conserva a cintura de
muralhas, de planta aproximadamente triangular. O tramo Norte-Sul das muralhas divide a cidade em duas zonas. Particularmente notável pela planta e pela riqueza dos mosaicos que a pavimentam, é a grande villa urbana com peristilo central, a Norte da via. Em trabalhos junto à muralha Sul foi descoberto um grande edifício cuja finalidade seriam termas públicas, com as suas divisões características.

O Jogo Incomplecto




Finalizado está o meu trabalho, baseado na frase do escritor Antonio Lobo Antunes ,
“ escrever, é jogar xadrez com Deus a toda a largura do tabuleiro” .
Uma pintura de 1,00x1,00 , acrílico e colagem sobre tela, a que dei o nome de:

O Jogo incompleto.

João Silva

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Agora Somos Todos Pintores


Os Amigos EM Aveiro desta vez aventuraram-se em grande e acolheram um Workshop de Pintura para pessoas com Esclerose Múltipla. Se era um grande desafio à partida? Claro que sim! Quando começámos a convidar os nossos amigos e conhecidos, ninguém queria vir, pois ninguém sabia pintar... surpresa das surpresas: fomos 30 pessoas no workshop, todos pintaram e acabámos com 23 quadros dignos de uma exposição permanente em Serralves!
Fomos invadidos por uma saudável amnésia colectiva em relação a doenças na altura de pegar em pincéis e guaches, e atacar gulosamente as telas!! Deixámos a imaginação invadir-nos aos poucos... Primeiro começámos bem tímidos a colorir a tela, com pinceladas pequenas e pouco precisas. Logo aí se notou quem tinha já alguma queda para as artes, pois esses poucos não estavam nada atrapalhados ao contrário da maioria! Mas aos poucos, e com ajuda de uma guitarra e do nosso pintor-músico-amigo João Silva, demos por nós a pintar e a cantar ao mesmo tempo. Mais uma vez ninguém se lembrou que supostamente é tão difícil para nós executarmos duas tarefas em simultâneo! Será mesmo?? Mas isto se calhar são pormenores...
O que não é mesmo pormenor foram os sorrisos ao longo de toda a sessão. Que com certeza ainda agora perduram na cara de todos os Amigos. Foi tão bom partilharmos algo inesperado que era não termos quaisquer expectativas de pintarmos assim muito bem... E no final tínhamos todos o nosso quadro na "galeria" improvisada junto ao balcão da entrada para as Consultas Externas do Hospital! Giro, hein? Imaginem as cores vivas das telas no meio do branco das paredes e das filas intermináveis de cadeiras. Ficou o máximo!
Um agradecimento especial ao nosso Luís, que obrigou todos os membros da coordenação a pintar, inclusive ele próprio! Corajoso! Boa lição de vida que ele nos deu: só podemos ajudar os outros ajudando-nos a nós primeiro.
No final das pinturas, descansámos um pouco, convivendo e deliciando-nos com um lanche muito completo que veio mesmo a calhar. Para acabar em beleza, tirámos uma fotografia de grupo, bem à maneira com todos os artistas!
Só para sentirem o nosso estado de espírito no final, aqui vai uma breve estória... Uma amiga do grupo já ia na porta da rua, quando a filha teve de vir para trás perdida de riso, exclamando: "A minha mãe ia esquecendo a muleta!". Escusado será dizer, foi a risada geral! Caso sim para dizer, a pintura e o convívio de Amigos tem um efeito poderoso: esquecemos a doença para nos lembrarmos quem somos - "SERES ÚNICOS!" (palavras do nosso amigo pintor João Silva!). Querem melhor estudo real do que este, em que melhorámos significativamente a qualidade de vida de 30 pessoas com EM, familiares e seus amigos? Obrigada pela Presença e Coragem de Todos para se DIVERTIREM e CELEBRAREM a vida!
Para este momento extraordinário ter tido um imenso sucesso, agradecemos:
Hospital Infante D. Pedro - Aveiro (Gabinete Comunicação, Serviço Social e Seguranças)
Projecto "Brighter Picture" da Merck Serono (Workshop de Pintura, material, lanche e apoio)
João Silva (pintor - blog: http://aconquistadabolina.blogspot.com)
Nestlé (ofertas)
Aos membros dos AEMA, pela ajuda de todos na organização e coordenação do evento (sim, agradecemos a nós próprios, somos únicos, ora bem!)
A todos os que nos visitaram pela 1ª vez e partilharam connosco os momentos fantásticos do dia! Obrigada pelo vosso carinho e boa disposição. Voltem na próxima reunião!
Os Amigos EM Aveiro

O pensamento do tamanho do universo


Da Luisa Matias, extraordinária impulsionadora do Grupo Amigos - Esclerose Múltipla de Aveiro ,recebi o seguinte correio electrónico.
A Luisa é um enorme ser humano que sonha acordada, e tem o pensamento do tamanho do universo.

Olá João!

Bem regressado a casa? Espero que este regresso a Aveiro tenha sido tão bom quanto o prazer que tivémos de partilhar a tarde maravilhosa do workshop.

Estou um pouco sem palavras, para te ser honesta. A Liliana reencaminhou-me as tuas palavras e... seria tão bom os outros pudessem lê-las!! Achas que podes refazer o texto talvez sem tanto brilho nos olhos da Luísa? eheh Sei que é a pura verdade, mas sabes, não quero protagonismo. Tudo vale a pena nem que seja por uma pessoa. Acredito nesse sonho de poder vir ajudar nem que seja uma pessoa com EM de cada vez. Já está a acontecer e estou mesmo feliz, sinto-me realizada e quero fazer mais. E tu fazes parte, de uma forma.. única! Só podia :)

Posso pedir-te esse texto para enviar por email ao pessoal e para colocar no nosso site em http://amigosem.no-ip.info/?

E preciso da tua ajuda, será que me podes enviar as tuas fotografias? Falta-me uma em que estou eu e o Diogo juntos na foto de grupo, pois apaguei-a sem querer da minha máquina :(

As fotos da minha máquina estão em http://www.flickr.com/amigosemaveiro
Vou ter de pedir à Margarida as dela também.

Escrevi um texto sobre Sábado também, está no site na secção das notícias.

Obrigada pelo que fizeste no Sábado. Se calhar acontece-te isto muitas vezes, o seres elogiado simplesmente por SERES quem és. Mas quero que saibas que tocaste vários UM neste workshop e sentimo-nos por momentos todos um, e isso, isso faz toda a diferença no mundo. Nem toda a gente tem coragem de ser...

Os Amigos agradecem ao seu novo Amigo Pintor.
Para sempre.

É que queremos mais UAUs!!!! :)
Vamos manter o contacto.

Um abraço muito muito amigo.
Luísa Matias

domingo, 25 de outubro de 2009

A pintura vitoriosa. Um Workshop no hospital D. Pedro em Aveiro .





Foi com enorme prazer que dirigi o workshop de pintura para doentes portadores de Esclerose Múltipla, patrocinado pela Merck Serono ,que decorreu ontem no hospital D. Pedro em Aveiro.
Momentos vividos com pessoas lindas, criativas e sensíveis, a cumprirem-se como seres humanos contra todas as adversidades. No fundo seres que traçam a rota da sua navegação à vista, mas ao mesmo tempo, olham no horizonte encontrando o seu caminho, caminho esse que é o de todos e ao mesmo tempo, de cada um.
A tinta escorria e a confiança ia aparecendo, a criatividade ia ganhando força enquanto os olhos brilhantes da Luísa Matias, enérgica organizadora, iam traduzindo o ambiente da sala.
As coisas começam a aparecer, tão naturais como a respiração, vejo os pintores contentes, ao fundo da sala sorrisos, o momento é mágico. Os familiares acompanhantes que tinham estado só a assistir por impulso pedem para participar, estamos agora com 26 pessoas a pintar ao mesmo tempo, a Luísa está admirada, já não há barreiras entre doentes e não doentes. AGORA SOMOSTODOS PINTORES, seres criadores a construir imagens que há poucas horas não existiam no mundo.
Gostei muito desta gente que não desiste de ser feliz, e ocorre-me esta quadra de Agostinho da Silva de que gosto muito, e que tenho um enorme prazer em dedicar-lhes.

Queres ser crente
É melhor que sejas Deus
E entre o nada que é tudo
Encontra caminhos teus

Um enorme abraço para todos.
Não desistam.

João Silva

Três cantos, ou .O sangue das nossas veias.



Um convite do meu amigo rapper, LBC .Uma noite mágica, foi o que sucedeu com o espectáculo “Três Cantos” de Jose Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto Bordalo Dias.
Um momento único, na passada sexta-feira esteve-se a fazer história. São memórias, sentimentos e emoções que já estavam adormecidos, num espectáculo de quase três horas. A sala de espectáculos do Campo Pequeno dois dias esgotada, cheia .Três grandes referencias da nossa musica que se emocionaram ao passar por todos aqueles temas que fazem parte das nossas vidas, como o sangue que nos corre nas veias.
Valeu a pena.


João Silva