quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Silêncio,concentração e realização foi a resposta destes maravilhosos alunos.







É com muito orgulho e alguma emoção que vejo que o projecto “Garrafa Pintada ” está a chegar ao fim. Os alunos do Projecto 12-15 têm sido brilhantes, com o seu rigor e paz de espírito que é preciso para trabalhar com tintas de óleo, numa pintura que tem muito pouca margem para enganos.
Ao principio o medo de falharmos. Como vão estes alunos que transbordam energia, achar momentos de calma para se dedicarem na concentração da pintura.
Ao segundo dia estou admirado, aulas de silêncio e mais silêncio, o prazer da realização está ali em todo o seu esplendor, o trabalho acabado e o olhos a brilhar quando dizem,”fui eu que fiz”.
Estes trabalhos destinam-se a ser oferecidos pela Direcção desta Escola a entidades que apoiam os nossos projectos.
Hoje no final da aula o Fábio virou-se para mim e perguntou: Stor quero saber quem é a pessoa a quem vão entregar isto, o meu trabalho não pode ir para um gajo qualquer. Gajo retorqui ,são os senhores que apoiam a Escola - está bem,está bem , mas eu quero saber quem são.
Boa ideia, vou propor que a entrega seja feita também com um representante dos alunos.
Aqui neste Projecto estamos sempre a aprender.

João Silva

Uma visita ao Fluviario de Mora


O Fluviário de Mora é um espaço recente que valoriza a Fauna e a Flora da Região Alentejana. Encontra-se integrado no Parque Ecológico do Gameiro, que é banhado pela Ribeira do Raia. Neste local os visitantes podem banhar-se nas águas da Ribeira, acampar, praticar desporto, ou simplesmente observar a arquitectura arrojada do Fluviário enquanto param para comer.
Tem por base um percurso sobre o mundo aquático, constituindo um museu vivo da história hidrográfica do Alentejo.
Numa abordagem intimista, proporciona aos seus visitantes encontros directos com alguns dos peixes que povoam a imaginação das crianças mas também dos adultos, oferecendo assim uma experiência próxima aos próprios animais.
O Fluviário transporta o visitante numa viagem pelo percurso de um rio, que começa na nascente da água, nos pontos mais altos das montanhas, passando pelos rios que albergam as espécies introduzidas pelo Homem e as espécies nativas, até chegar ao Oceano.

O Castelo de Arraiolos

Uma visita ao Castelo depois de visitar a pacata vila de Arraiolos.
A idéia de fortificação deste local remonta à doação da chamada herdade de Arraiolos feita por D. Afonso II (1211-1223) a D. Soeiro, bispo de Évora, com a permissão para que nela se erguesse um castelo (1217).
Com o adensamento do povoamento, uma nova determinação para o levantamento de uma defesa remonta a um contrato, firmado entre o rei
D. Dinis (1279-1325), o Alcaide, os Juízes e o Concelho da Vila de Arraiolos (1305), que estipulava a obrigação de levantar, em torno da povoação, "207 braças de muro, de três braças de alto e uma braça de largo; e a fazer no dito muro dous portaes dárco com suas portas, e com dous cubellos quadrados em cada uma porta".
Essas obras foram iniciadas em
1306, com uma verba de 2.000 libras concedidas pelo monarca, e traça de autoria de D. João Simão. Dessa forma, em 1310, ano em que o soberano confirmou a Carta de Foral, (...) a obra estava pronta de pedra e cal e em boa defesa, edificada num monte de configuração cónica, elevado sobre todos os vizinhos e pitorescamente coroado, no vértice, pela antiquíssima Igreja Matriz do Salvador.
O
castelo começou a sofrer abandono a partir do século XIV, por ser um local ventoso, frio, reputado como desagradável para se habitar. O rei D. Fernando (1367-1383) tentou dar remédio a essa situação concedendo privilégios especiais aos seus habitantes (1371). Essas medidas, entretanto, se revelaram inúteis, pois nem o fechar das portas à noite, privando dos sacramentos os moradores de fora, conseguiu impedir o despovoamento da fortificação.
Após o desfecho da
crise de 1383-1385, os domínios da vila e seu castelo foram doados ao Condestável D. Nuno Álvares Pereira (1387), agraciado com o título de Conde de Arraiolos. Entre 1385 e 1390, daqui partiram diversas expedições militares do Condestável contra Castela.

Fernando Namora e a surpresa de Pavia.




Sabia que Fernando Namora tinha vivido em Monsanto, mas foi com surpresa que ao passear sem rumo pelas silenciosas ruas de Pavia silencio que só o Alentejo tem, dei com a casa onde tinha morado o autor de Retalhos da Vida de um Médico.
Fernando Gonçalves Namora (
Condeixa-a-Nova, 15 de Abril de 1919 - Lisboa, 31 de Janeiro de 1989).
Licenciou-se em
Medicina pela Universidade de Coimbra, carreira que exerceu na sua terra natal e nas regiões da Beira Baixa e Alentejo.
O seu volume de estreia foi
Relevos (1938), livro de poesia onde se notam as influências do grupo da Presença. No mesmo ano, publicou o romance As Sete Partidas do Mundo, galardoado com o Prémio Almeida Garrett, onde se começa a esboçar o seu encontro com o neo-realismo, ainda mais patente três anos depois com a poesia de Terra no Novo Cancioneiro.
A sua obra evoluiu no sentido do amadurecimento estético do neo-realismo, o que o levou a um caminho mais pessoal. Não desdenhando a
análise social, os seus textos foram cada vez mais marcados por aspectos de picaresco, observações naturalistas e algum existencialismo. Fernando Namora foi um escritor dotado de uma profunda capacidade de análise psicológica, a que se ligou uma linguagem de grande carga poética. Escreveu, para além de obras de poesia e romances, contos, memórias e impressões de viagem.
Entre os títulos que publicou encontram-se os volumes de
prosa Fogo na Noite Escura (1943), Casa da Malta (1945), As Minas de S. Francisco (1946), Retalhos da Vida de um Médico (1949 e 1963), A Noite e a Madrugada (1950), O Trigo e o Joio (1954), O Homem Disfarçado (1957), Cidade Solitária (1959), Domingo à Tarde (1961, Prémio José Lins do Rego, Os Clandestinos (1972) e Rio Triste (1982). Além dos já mencionados, publicou em poesia Mar de Sargaços (1940) e Marketing (1969). A sua produção poética conheceu uma antologia datada de 1959, intitulada As Frias Madrugadas. Escreveu ainda volumes de memórias, anotações de viagem e crítica, como Diálogo em Setembro (1966), Um Sino na Montanha (1970), Os Adoradores do Sol (1972), Estamos no Vento (1974), A Nave de Pedra (1975), Cavalgada Cinzenta (1977) e Sentados na Relva (1986).
Alguns estudiosos dividem a sua obra, se bem que seja uma sistematização que peca pelo simplismo, em três momentos diferentes na criação romanesca: (1) o ciclo rural, composto de obras como A Noite e a Madrugada e O Trigo e o Joio; (2) o ciclo urbano, fruto da mudança do médico do meio rural para o citadino, marcado pelos romances O Homem Disfarçado e Domingo à Tarde; (3) os cadernos de um escritor, influenciados pelas viagens do autor a outros países, como a poesia de Marketing e as reflexões de Jornal sem Data (
1988). O romance Domingo à Tarde foi adaptado ao cinema em 1966 por António de Macedo. O livro Retalhos da Vida de um Médico foi adaptado ao cinema por Jorge Brum do Canto (1962), além de ter sido produzida uma série televisiva por Artur Ramos e Jaime Silva (1979-1980).

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Abade Corrêa da Serra um ilustre filho de Serpa, cidadão do mundo.




Passear pelas ruas de Serpa, e dar com a casa onde nasceu o Abade Corrêa da Serra.
O abade José Francisco Correia da Serra (6 de Junho de 1750, Serpa11 de Setembro de 1823, Caldas da Rainha) foi um cientista português. Investigou designadamente nas áreas da botânica e geologia. Foi fundador da Academia das Ciências de Lisboa.
De grande prestígio intelectual, conviveu com os grandes cientistas da sua época. Publicou valiosos trabalhos nas mais conceituadas revistas. Tinha também uma grande convivência com o
presidente americano da altura Thomas Jefferson.
Correia da Serra foi dos primeiros cientistas portugueses a introduzir em Portugal o prestígio necessário para que o aumento da actividade científica dentro do país se acentuasse.
Correia da Serra fez inúmeras investigações no ramo da
Botânica e da Paleontologia, tendo na sua bibliografia publicações prestigiadas para a sua época, tais como Philosophical Transactions, da Royal Society. O método de anatomia comparada (aplicando termos de classificação da Zoologia para a Botânica) que Abade Serra adoptou, permitiu que este agrupasse plantas em famílias (logo foi uma das personagens que introduziu a sistemática nas plantas), trabalho que foi aprofundado mais tarde por Candolle. Para além disso, Abade Serra participou num dos mais relevantes estudos da época, com os seus trabalhos no ramo da Carpologia, auxiliando no conhecimento das características funcionais e estruturais das plantas, e logo na sua classificação.
Não desvalorizando os seus trabalhos nas áreas da Botânica, Zoologia e
Geologia, o seu principal contributo para a Biologia (e todas as áreas científicas) em Portugal foi a fundação da Academia das Ciências de Lisboa, em conjunto com o Duque de Lafões.
Abade Correia da Serra ocupou o cargo de Secretário da Academia, e, aplicando todo o conhecimento que possuía do exterior, auxiliou o país a desenvolver a investigação científica. Sem a sua intervenção, Portugal teria ficado um passo atrás da Europa no que diz respeito à estimulação da mentalidade científica .

Serpa - Museu do Relogio e Molha o Bico



Ir a Serpa visitar o extraordinário Museu do Relogio, e almoçar ali mesmo ao lado no" Molha o Bico".
A história do Museu do Relógio começou há 35 anos, quando António Tavares d ’Almeida, o principal dinamizador deste espaço herdou dos seus avós três relógios de bolso avariados.
A partir de então, este coleccionador procurou relógios por todo o país, com vista ao restauro e ao aumento do espólio da colecção. Nos últimos anos, perto de 300 relógios avariados foram doados ao Museu em que com a colaboração dos seus Mestres relojoeiros são recuperados e mostrados ao público.
António Tavares d ’Almeida continua a dedicar-se ao Museu, procurando dar vida não só aos seus relógios mas também a todos os relógios que lhe são doados, que já atrairam mais de 300 mil visitantes ao Museu.
Um espólio de mais de 1.800 relógios desde o Séc. XVII até aos dias de hoje que já atraiu até aos dias de hoje mais de 300.000 visitantes a Serpa e consequentemente ao Alentejo.
LOCALIZAÇÃO: O Museu do Relógio é único do seu género em toda a Península Ibérica (Cinco em todo o Mundo!) e está instalado em dez salas de um Convento do Séc. XVI. em pleno centro histórico da Notável Cidade de Serpa (190km Lisboa, 100km Évora, 28km Beja, 29km Espanha).
O Molha o Bico
Típica casa alentejana, com paredes caiadas e o traço amarelo a colorir a fachada. No interior, calçada portuguesa no chão e meio metro de parede em tijolo perto do tecto. Decorado à moda alentejana, não faltam as mesas corridas nem as grandes talhas de barro. Mas se o ambiente é rústico, interessa esclarecer que alguns apontamentos decorativos fogem a esta tendência, introduzindo alguma originalidade ao espaço e jogando com as expectativas daqueles que por aqui passam. A comida, essa, é regional, do mais tradicional possível (sem espaço para manobras) e as meias doses vêm tão bem servidas que ainda sobra. No capítulo dos vinhos, a selecção é bem cuidada.

O Menir e a Cromeleque dos Almendres.


O Menir dos Almendres e o Recinto Megalitico dos Almendres estão separa dos por cerca de 2000metros.
O Menir do Monte dos Almendres, de origem neolítica e com cerca de seis mil anos, é um grande menir isolado que está situado a cerca de dois quilómetros do Cromeleque dos Almendres. O menir, assim como o cromeleque, fica e na região de Évora. O menir, de granito e com cerca de três metros de altura, pesa cerca de dez toneladas.Tanto pode representar o chefe de uma tribo, como ser um símbolo de fertilidade ou até, simplesmente, um marco para delimitar território. A parte de cima está decorada com algumas gravuras de significado desconhecido. Lendas locais referem que o Menir dos Almendres será o túmulo de uma princesa moura.O Menir dos Almendres foi considerado Imóvel de Interesse Público.

O Cromeleque dos Almendres (c0njunto de menires) situa-se próximo de uma encosta suave, voltada a nascente, com 413m de altitude, a 1250m a sudoeste do Monte dos Almendres, e a cerca de 12 Km a poente de Évora.Este monumento megalítico no seu início constituido por mais de uma centena de monólitos é na sua forma actual, o resultado de uma longa evolução funcional e construtiva processada a partir de finais do VI milénio, principios do V milénio, e que se desenrolou até ao começo do III milénio a.C., reflectindo as transformações económicas, sociais e ideológicas então ocorridas. A descoberta deste monumento ocorreu em 1964, por intermédio de Henrique Leonor Pina, aquando dos trabalhos de campo da Carta Geológica de Portugal. Aquele arqueólogo efectuou sondagens onde foram recolhidos fragmentos de cerâmicas e um machado de pedra polida, ainda não publicados. Publicados foram a planta do recinto, bem como fotografias do mesmo e um menir decorado com representações solares e descoberto em 96, bem como outro que ostentava covinhas. Três campanhas de escavação levaram à definição das várias fases de construção do monumento ao longo da sua vida útil. Podemos considerar em termos evolutivos, o Cromeleque dos Almendres como dividido em três fases: a primeira do Neolítico Antigo Médio, a segunda do Neolítico Médio e a terceira do Neolítico Final.

ALENTEJO,O PRAZER DO SILÊNCIO.





Um fim-de-semana prolongado no Alentejo.
Évora, Serpa, Arraiolos e Moura, três dias de cultura, historia e gastronomia, a convite do Hotel Santa Clara em Évora, por ter ganho com a frase, “ALENTEJO, O PRAZER DO SILÊNCIO”, o premio publicitário criado por esta instituição hoteleira.