domingo, 28 de março de 2010

Quem pensar em Shelock Holmes ,tem que pensar Jeremy Brett


Apesar de ter interpretado várias personagens, tanto em filmes com em séries, Jeremy Brett é lembrado principalmente pela interpretação da personagem Sherlock Holmes feita durante uma década (1984 / 1994), produção da Granada Television, adaptada por John Hawkesworth, da obra original criada por Sir Arthur Conan Doyle, (ver Sherlock Holmes). Mesmo depois de se ter embrenhado com este exigente personagem, Brett fez outras aparições mas ficou sempre conhecido como sendo o melhor Sherlock Holmes interpretado da sua era e até mesmo de sempre (tanto em teatro como em televisão), sem ignorar a interpretação de Basil Rathbone durante a década de 40.
Brett sofria de
distúrbio bipolar (conhecido popularmente como depressão ou mania), que piorou após a morte da esposa Joan Wilson. Joan morreu pouco tempo após Brett filmar as cenas da "morte" da personagem Sherlock Holmes no episódio The Final Problem, (último da segunda temporada The Adventures of Sherlock Holmes). Ele interrompeu as filmagens durante um periodo de tempo para recuperar, mas quando regressou para filmar, em 1986, sofreu uma críse nervosa causada por um agravamento do seu distúrbio bipolar derivado pela dor e pelo apertado calendário que tinha para a rodagem da série de TV baseada na obra Sherlock Holmes. Durante a última decada da sua vida, Brett foi várias vezes hospitalizado para tratamento do distúrbio mental que sofria, tendo a sua saúde e aparência sofrido uma grande deterioração, visível nos últimos episódios da série de TV Sherlock Holmes.
Brett apareceu em quarenta e dois episódios da Granada series TV. Havia planos para filmar todos os episódios da obra original de Sir Doyle, mas Brett morreu de uma falha cardiaca na sua casa em
Londres antes do projecto ter sido completado. O coração de Brett foi danificado por um caso de febre reumática infantil, e ficou aparentemente mais fraco devido à grande quantidade de medicação que tomava para controlar o seu problema psicológico, e pela quantidade de cigarros e cachimbo que fumava diariamente, de que depois ficou impossibilitado, (não tendo isso afectado as gravações como Holmes, pois ele exigia de si a máxima autenticidade da personagem, o que o levou a fumar durante as gravações para que a interpretação fosse perfeita). Numa entrevista Edward Hardwicke, intérprete da personagem Dr. John Watson e amigo de Brett, informa que, provavelmente, devido à sua doença psíquica e à identificação que o actor tinha com Holmes, este tornou-se completamente obcecado pela personagem tendo deixado de existir uma fronteira entre o Jeremy Brett e o Sherlock Holmes, alterando completamente a personalidade e o temperamento de Brett. Existem outros relatos que comprovam que ele apenas vivia para interpretar a personagem, sentindo grande respeito por Holmes e , inclusive, medo pois tratava a personagem por "you know who" ("tu sabes quem").
Jeremy Brett morreu com 61 anos. A sua última presença no ecrã foi a sua aparição na série Moll Flanders, com
Robin Wright Penn a contracenar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

José de Guimaraes


José de Guimarães é o pseudónimo de José Maria Fernandes Marques. Nasceu em Guimarães em 1939 e é actualmente um dos pintores portugueses mais importantes no panorama internacional.

George Stainer , Uma Certa Ideia de Europa ou ,a Europa dos Cafés.




George Steiner, no seu livro, "Uma Certa Ideia de Europa", editado em Portugal pela Gradiva, dá-nos de forma eximia uma explicação cheia de sentido, de como os cafés e os espaços afins equiparados, ao longo dos séculos, deram um contributo inestimável para a construção da identidade europeia e de muitos dos povos e culturas dos vários países. Locais de encontro, de convívio, de partilha, de discussão, de alegria, de tristeza, de leitura, de reflexão, de escrita, de degustação, de bebida, de decisões relevantes e menos relevantes, os cafés moldaram (e em menor escala ainda hoje moldam) a nossa cultura, a nossa maneira de ser e de estar, a nossa língua, a nossa vida. O café (restaurante) Martinho da Arcada, aberto há mais de 200 é neste momento, infelizmente, bem o exemplo de como George Steiner deveria ser ainda mais lido e ouvido, para se perceber a necessidade de não deixar morrer pérolas não só gastronómicas mas sobretudo literárias e culturais do género.

domingo, 21 de março de 2010

Herberto Helder


Herberto Helder, inserido no contexto da sua geração, é um poeta que se integra no amplo contexto da cultura poética universal. O seu universo poético autonomiza-se e apresenta características muito próprias.
Herberto Helder é considerado uma das figuras mais importantes da
poesia experimental ou concreta, bem como um dos seus principais cultores. É classificado como poeta visionário e órfico e detém um lugar cativo na poesia surrealista portuguesa. Pode, deste modo, constatar-se que a obra de Herberto Helder é complexa e, sem dúvida, uma das mais altas expressões da poesia portuguesa contemporânea.
Considerado por muitos como um poeta fascinante, com um enorme poder encantatório, Herberto Helder tem, no entanto, uma posição paradoxal na Literatura portuguesa, apresentando-se como um poeta obscuro, insuficientemente estudado pela crítica e ausente de manifestações culturais de
natureza oficial.

Dia Mundial da Poesia.


Com o objectivo primeiro de defesa da diversidade linguística, a UNESCO decidiu, em 1999, proclamar o dia 21 de Março Dia Mundial da Poesia.
Excepcionalmente, e porque este ano o dia 21 de Março é Sexta-Feira Santa, comemoramos o Dia Mundial da Poesia no sábado, dia 22 de Março.

Liberte o poeta que tem dentro de si.
Escreva,fale ,incomode.
Diga um poema em voz alta.
E por favor não se conforme.

quarta-feira, 17 de março de 2010

PONTES




Ponte é uma construção que permite interligar ao mesmo nível pontos não acessíveis separados por rios, vales, ou outros obstáculos naturais ou artificiais.
As pontes são construídas para permitirem a passagem sobre o obstáculo a transpor, de
pessoas, automóveis, comboios, canalizações ou condutas de água (aquedutos).
Quando é construída sobre um curso de água, o seu tabuleiro é frequentemente situado a
altura calculada de forma a possibilitar a passagem de embarcações com segurança sob a sua estrutura. Quando construída sobre um meio seco costuma-se apelidar de viaduto.

Gosto de pontes porque ligam pessoas .As pontes incluem,não excluem.

Relembrando João Abel Manta

João Abel Manta

João Abel Manta nasceu em 1928. Filho dos pintores Clementina Carneiro de Moura e Abel Manta, diplomou-se em Arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 1951. Tem desenvolvido intensa actividade não só como arquitecto, mas também como pintor, cenografista e artista gráfico (cartaz, filatelia, ilustração e "design" de livros, jornais e revistas). É considerado o melhor "cartoonista" português deste século, na senda de Rafael Bordalo Pinheiro, Stuart Carvalhais e Leal da Câmara, tendo publicado três livros em Portugal e um na Alemanha. Obteve vários prémios nacionais e estrangeiros: Prémio de Desenho na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1961); 1965, Medalha de Prata na Exposição de Artes Gráficas de Leipzig (1965); Prémio de Ilustração na Exposição de Artes Gráficas de Leipzig (1975).

Açores - Neptuno na Horta


“Neptuno na Horta”
No dia 15 de Fevereiro de 1986, sábado, entre as 12H e as 16H, inesperadamente aconteceu a maior tempestade do séc.XX e a maior até à data nos Açores, em que o vento atingiu velocidades de 250 km/h. As ondas atingiram entre 15 e 20 metros e a rebentação das ondas chegou a atingir os 60 metros. Esta fotografia ficou registada por José Henrique Azevedo.
José Henrique Azevedo fez fotografias durante e após a tempestade. Dois anos depois, querendo mostrar o acontecimento com mais facilidade aos iatistas, que frequentam o seu bar “Peter Café Sport”, José Henrique passou duas das fotografias de diapositivo a papel. Descobriu então, que no momento em que tinha tirado uma delas, se tinha formado na rebentação da onda, uma figura humana (cabelo, olhos, nariz, boca e barba) dando-lhe o nome de “Neptuno na Horta”. Esta fotografia corre pelo mundo ainda hoje.

segunda-feira, 15 de março de 2010

As Linhas de Nasca no Peru.




As antigas linhas de Nasca do Peru revelam os seus segredos. Texto de Stephen S. Hall Fotografias de Robert Clark
Do avião, as linhas gravadas no solo do deserto eram difíceis de ver. Enquanto o piloto descrevia curvas apertadas sobre um planalto desértico no Sul do Peru, a norte da cidade de Nasca, eu mal conseguia distinguir a sucessão de criaturas talhadas no solo. “Orca!”, gritou o arqueólogo peruano Johny Isla, sobrepondo a voz ao rugido do motor. Apontou para a forma de uma baleia- assassina. “Mono!”, disse momentos mais tarde, quando o famoso macaco nasca se perfilou sob os nossos olhos. “Beija- flor!”, acrescentou depois.Leia a reportagem completa na revista de Março da National Geographic.

«Citações e Pensamentos de Agostinho da Silva», de Paulo Neves da Silva


300 CITAÇÕES, 100 REFLEXÕES, 80 QUADRAS, 30 POEMAS,
DISTRIBUÍDOS POR MAIS DE 180 TEMAS.

A SABEDORIA DE AGOSTINHO DA SILVA ENCONTRA-SE AQUI EM TODAS AS SUAS VERTENTES E AO ALCANCE DE TODOS


Agostinho da Silva (1906-1994), foi um grande pensador e filósofo português do século XX. Exibindo uma sabedoria clara e simples durante toda a sua vida, promoveu o diálogo aberto com todas as pessoas. Grande defensor da liberdade e da criatividade individual, desmantelou todos os dogmas e certezas das sociedades, num processo de dar continuidade efectiva à construção de uma sociedade livre em que cada homem se possa realizar sem opressões. Construiu um sonho que continua a ser possível por via da não negação convincente de todos os que se lhe tentaram opor.
Autor de muitos ensaios, caracterizados por pequenos textos objectivos, Agostinho da Silva foi também protagonista de muitas entrevistas eternizadas pela sabedoria das suas respostas. Este livro é uma compilação genérica por temas do legado que Agostinho da Silva nos deixou, e que abre os horizontes de qualquer um face ao mundo que nos rodeia, fazendo repensar a vida e dar mais atenção a nós próprios.

domingo, 14 de março de 2010

ASSEMBLAGE


Assemblagena é um termo grego que foi criado por um frances às artes a partir de 1957, definido por Jean Dubuffet, para descrever trabalhos que, são algo mais que simples colagem.

A assemblage é baseada no princípio que todo e qualquer material pode ser incorporado a uma obra de arte, criando um novo conjunto sem que esta perca o seu sentido original. É uma junção de elementos em um conjunto maior, onde sempre é possível identificar que cada peça é compatível e considerado obra.
Ao se utilizar de diversos materiais como papéis, tecidos, madeira "colados" a uma tela o artista consegue ultrapassar as limitações da superfície, rompendo assim o limite da pintura, criando uma junção da pintura com a escultura.

Caminhos de Um Colectivo




Caminhos de Um Colectivo. A exposição esta patente no espaço Artever em que participo com as minhas assemblages.
Uma exposição colectiva com a participação entre outros de: Joaquim Lourenço, Eduardo Abrantes, José Mourão, Marina dos Santos.
Jo~~ao Silva

Irena Sendler morreu...por mero acaso, sabes quem era?




Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu há pouco tempo.Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!)Irena trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma arvore no seu jardim.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a familia. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.No ano passado foi proposta para receber o Prémio Nobel da Paz... mas não foi seleccionada. quem o recebeu foi Al Gore. Não permitamos que alguma vez, esta Senhora seja esquecida!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

A Fenícia




O domínio do Mar Mediterrâneo favoreceu a fundação de colônias, como a de Cartago, Sicília e Cádiz. Houve o grande domínio de pontos comerciais. Havia também uma certa pirataria e um segredo das rotas. Por serem grandes navegadores, os Fenícios sabiam rotas estratégicas e atalhos marítimos como ninguém.
A Fenicia foi um reino da Antiguidade, cujo centro se situava na planície costeira do que é hoje o Líbano, no Mediterrâneo oriental. Esta civilização desenvolveu-se entre os séculos X e V a.C., estabelecendo colónias em todo o norte de África e sul da Europa.

domingo, 7 de março de 2010

A casa da Praia



Estou a ler este pequeno grande livro .
O Centro de Pedagogia Experimental - Casa da Praia - que depende do Centro de Saúde Mental Infantil de Lisboa, foi criado em 1975. Destina-se ao estudo, diagnóstico e tratamento das crianças que, embora inteligentes, têm dificuldades de iniciação à aprendizagem escolar. O presente livro é o resultado dessa experiência de 12 anos que João dos Santos orientou até aos últimos momentos da sua vida.
As conclusões a que chegou, juntamente com os técnicos que com ele trabalharam, foram as de que quase todas as crianças que à Casa da Praia recorreram eram instáveis ou bloqueadas, havendo sempre por detrás uma depressão acentuado, mais ou menos disfarçada por sintomas comportamentais diversos; de que uma grande parte das mães destas crianças eram muito deprimidas e de que os seus pais estavam frequentemente ausentes (do lar ou do país, doentes ou inválidos). Porque as festas são anti-depressivas, a Casa da Praia é uma casa em festa, considerando-se festa como a vivência colectiva duma ideia que tem a ver com circunstâncias vividas por toda a comunidade onde a escola se situa, por alguns pequenos grupos ou colectividades.
Toda a actividade das crianças da Casa da Praia é orientada pela ideia de que o movimento e a actividade externa virão a ser, mesmo antes da escola, progressivamente interiorizados sob a forma de pensamento e de actividade tendente ao desenvolvimento mental e portanto, à compreensão da actividade simbólica.

terça-feira, 2 de março de 2010

Uma Aventura Num Papel em Branco


A minha aluna Maria Luisa Costa Cabral da Associação Recomeço inaugura amanhã na galeria CMA/Recomeço, a sua exposição “ Uma aventura num papel em branco”.
Hoje foi dia de montagem que contou com a extraordinário método e organização da Drª Catarina .

A Maria Luisa está radiante ,mas um pouco ansiosa.
Vai tudo correr bem Maria Luisa !!!

João Silva

Cidade 12-15

A cidade de cartão dos alunos do Projecto 12-15 continua a crescer. Em breve vamos conseguir atingir as 1000 peças feitas em sala de aula. Os alunos têm mostrado uma afeição enorme a esta obra conjunta, sendo eles que a protegem diariamente, não dando hipótese a qualquer tipo de vandalismo.
No final será feita uma foto profissional, para que posteriormente seja sugerido à direcção da Escola a edição de um conjunto de postais.

João Silva

segunda-feira, 1 de março de 2010

Baselitz, Provocador !!!




Georg Kern, mais conhecido como Georg Baselitz, um dos mais famosos e prolíficos pintores contemporâneos alemães, completa 70 anos e liberta-se do estilo de pintar de cabeça para baixo.

Nascido como Georg Kern, em 23 de janeiro de 1938 em Deutschbaselitz, no estado alemão da Saxônia, o pintor Georg Baselitz chega aos 70 anos com um estilo diferente do que o caracterizou desde o final dos anos de 1960, quando, para escapar do Conceitualismo, começou a pintar os seus quadros de cabeça para baixo.
A marca registrada de Baselitz tornou-se também uma espécie de obsessão do mercado de arte, ao qual muitas vezes o pintor tentou agradar: "Qual o problema em ter sucesso?", afirma o artista. Conhecido como um provocador desde que foi expulso da Academia de Belas-Artes da antiga Berlim Oriental, Georg Baselitz renova-se com uma nova provocação através do resgate pictórico de antigos quadros.