quinta-feira, 15 de abril de 2010

Educação pela Paz



A convite da Escola Gustave Eiffel ,foi com prazer que a orquestra de Djambes do Projecto 12-15 actuou no seminario organizado por esta escola, subordinado ao tema Educação pela Paz.
Foi para mim um honra poder estar junto ao Dr. Fernando Nobre, presidente da AMI, convidado para o evento e pessoa que muito admiro.
Uma actuação conseguida ,e uma boa imagem da Escola Intercultural da Amadora,sempre com a preciosa colaboração da Drª Helena Silva.
João Silva

A Grande Cidade do Projecto 12-15



A cidade de cartão dos alunos do Projecto 12-15 está terminada .São mais de 2000 peças feitas em sala de aula pelas quatro turmas deste projecto.Nela não faltam os cinemas,o teatro,a Segurança Social,o hospital, a policia, os estádios ,o rio que lhe dá vida ,e até a representação do seu subsolo.

Parabens aos alunos

João Silva

terça-feira, 6 de abril de 2010

Nova Águia - Pensar a Cultura Hoje.



Saiu o quinto numero da revista Nova Águia referente ao 1º semestre de 2010 .
A Revista A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva. A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso Manifesto. Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:
- Primeiro número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.
- Segundo número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.
- Terceiro número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.
- Quarto número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.
- Quinto número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje

Do Espírito da Paisagem,Ao Rasto do Homem.




Foi com prazer que acedi ao convite da pintora Carolina Quirino para comissário da sua próxima exposição. Eis o meu texto, e a resposta da pintora.

Do Espírito da Paisagem, ao Rasto do Homem.
Percorrer o trabalho da pintora Carolina Quirino, é percorrer o espírito das coisas onde o corpo habita a paisagem numa inquietação sempre constante.
As suas silhuetas são marcas de um mundo habitado, um mundo de futuro incerto, que emerge acompanhado de esperança e de dúvida em fundo vermelho.
O seu ritmo e ânsia viver aparecem sem se fazer anunciar, e com eles ao percorrer o ciclo do dia, aparece a noite. A noite azul escura de penumbra que nos remete para uma clandestinidade transversal à historia do homem, e à contagem do tempo.
Olhar o discurso pictórico de Carolina Quirino, é olhar as marcas da inquietação sempre de olhos postos num futuro mítico, com a marca do rasto humano sempre presente.
Agostinho da Silva dizia que a melhor maneira de não enjoar na navegação, é a de contemplar o horizonte. É este o horizonte onde a pintora nos dá a chave da relatividade das coisas, onde uma galáxia pode ser tão importante como um grão de areia.
Um pingo pode escorrer pela tela como se de um rio se tratasse, um pingo pode valer uma montanha, uma pegada pode valer uma historia, é esse o verdadeiro segredo da sua pintura .

João Silva
Musico, Pintor, Formador e Aprendiz

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Descreves as intenções com que faço a minha pintura e como me posiciono no mundo exactamente do modo como sinto, revelei-me em cada palavra. E um muito obrigada pela tua crítica tão positiva e o modo como exprimes o que a minha pintura te dá a ver, é uma honra!
E, claro, a nossa referência de sempre (A. Silva) tem que estar presente.:)
Um obrigado muito sincero de uma amiga pintora e muitíssimo mais aprendiz. Cada dia é um dia de ensino e estou muito aquém de atingir os teus conhecimentos mas também é isso que faz da vida algo de tão especial - aprender, evoluir, melhorar e estarmos receptivos a receber tudo o que os que nos envolvem têm para ensinar, pelo menos é assim que penso.


Carolina

segunda-feira, 5 de abril de 2010

25 de Abril,uma Historia de Todos




Foi com prazer e dedicação que cedi à Escola Intercultural da Amadora parte do meu espolio sobre o 25 de Abril, com o objectivo de organizar uma exposição que intitulei: "25 de Abril uma Historia de Todos".
Depois de um trabalho intenso com a organização de trinta painéis, organização essa que contou com a preciosa colaboração do meu colega Helder Salsinha, foi a vez de cuidar os textos para que os alunos numa linguagem simples e objectiva compreendessem os inúmeros momentos desta nossa historia recente.
A exposição começa com o 28 de Maio de 1926, a acaba na Constituição de 1976.
Alem dos 30 painéis, foram organizados seis expositores, onde se colocaram diversas peças originais, algumas delas bastante raras.
Ao fundo de cada corredor foram montados dois ecrãs cedidos pela Escola, onde passam diariamente até 30 de Abril diversos filmes de época.
A inauguração contou com as presenças do Sr. administrador delegado Eng. Adelino Serras, o Sr. vereador da cultura Dr. Antonio Moreira e com a figura impar de Ricardo Araújo Pereira.
O evento culminou com um debate no auditório da Escola, onde a interacção com os alunos, e as perguntas por estes feitas, contribuíram com momentos de rara beleza.
No final foi lançado um pequeno bolo ,feito pelos alunos de pastelaria a que demos o nome de “democrata”.
Os meus agradecimentos à Escola Intercultural da Amadora, pela maneira logo pronta com que abraçou esta minha ideia.

João Silva

domingo, 4 de abril de 2010

National Geographic de Abril dedicada à água.





O volume de humidade da Terra não muda. A água que os dinossauros beberam é a mesma que hoje se precipita sob a forma de chuva. Mas haverá água suficiente para um mundo cada vez mais povoado?
texto de barbara kingsolver
"Todas as manhãs, quando descemos o caminho da nossa quinta ao encontro do autocarro da escola, eu e a minha filha vamos sempre atentas a possíveis maravilhas. Inevitavelmente, elas reflectem a magia da água: uma teia de aranha tombando, pesada do orvalho, ou uma garça levantando voo a partir da margem do riacho. Numa manhã surpreendente, recebemos uma visita de rãs. Dezenas de rãs, mais concretamente, saltando da relva à frente dos nossos pés e lançando-se, de ventre branco, em arcos vigorosos. Parecia o prenúncio da alvorada de uma nova era aquática. Noutra ocasião, encontrámos uma tartaruga mordedora, com a sua primitiva carapaça cor de azeitona. Por norma, esta criatura não sai do charco onde vive, mas uma ambição secreta tinha-a incentivado a percorrer o nosso caminho de gravilha, aproveitando aquela semana chuvosa como passaporte para trocar a nossa quinta por outro sítio qualquer.
Leia a reportagem completa na revista deste mês.

BIBLIOBURRO. Um caso notável.



Num ritual repetido quase todos os finais de semana desde a década passada em La Gloria, região da Colômbia fatigada pela guerra, Luis Soriano reuniu os seus dois burros, Alfa e Beto, na frente da sua casa numa recente tarde de sábado.
Já transpirando sob o implacável sol, ele amarrou nas costas dos animais bolsas com a palavra “Biblioburro” pintada em letras azuis, e as encheu com uma eclética carga de livros destinados aos habitantes das pequenas vilas mais além. As uas escolhas incluíam “Anaconda”, a fábula animal do escritor uruguaio Horacio Quiroga que evoca “The Jungle Book”, de Kipling; alguns livros de fotos da Time-Life (na Escandinávia, no Japão e nas Antilhas); e o “Dicionário da Academia Real da Linguagem Espanhola”.

“Comecei com 70 livros, e agora tenho uma coleção com mais de 4.800”, disse Soriano, 36 anos, professor de escola primária que vive aqui numa pequena casa com sua esposa, seus três filhos, e livros empilhados até o teto.
“Tudo começou como uma necessidade; então se tornou uma obrigação; e depois disso, um hábito”, explicou ele, olhando as montanhas se ondulando no horizonte. “Agora”, disse, “é uma instituição”.
O Biblioburro de Soriano é uma pequena instituição: um homem e dois burros. Ele a criou a partir da simples crença de que o acto de levar livros a pessoas que não os têm poderia, de alguma forma, melhorar esta região empobrecida – e talvez a Colômbia.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Dança da Chuva



Fantástico... O que eu desejaria ter conhecido Agostinho da Silva. Não obstante, tive a sorte de te ter conhecido a ti João, que tanta força me tens dando na "dança da chuva". É com grande admiração que observo a tua força, e o carinho e empenho que demonstras no trabalho que executas com as "minhas crianças", que hoje também já são tuas.
Obrigado pelas grandes demonstrações de carinho diárias que me enchem o coração.
Um grande beijo amigo.
Com admiração.

Helena Silva


terça-feira, 30 de março de 2010

Uma Escola Ligada à Vida



Mesmo em férias os alunos do Projecto 12-15 da Escola Intercultural da Amadora sentem ligação à sua Escola. Hoje por volta das 8,30 da manhã começaram a aparecer com o objectivo de cumprir o programa de actividades de férias, um dia destinado para limpar a Escola. Puseram mãos ao trabalho, organizaram-se equipas, traçaram-se objectivos com tal afinco, que esta dinâmica só acabou por volta das 16,30.
O lixo acumulado na escola, e também o de paredes meias com a escola vizinha foi recolhido em sacos de plástico. Os alunos sentiam-se importantes, pois eu tinha-lhes arranjado uma enorme quantidade de luvas já fora de prazo que os médicos usam quando operam. O Paupau vira-se para mim e diz: Stor, agora somos os verdadeiros médicos da natureza, ideia interessante para começar a actividade.
Depois foi a limpeza de paredes é até de algumas mesas dentro da sala de aula ,e por fim o mato que cresce junto do campo de jogos que foi arrancado com tal eficácia que no fim do dia a escola ficou mais nossa ,mais bonita mais limpa ,mais Escola.
Mais uma vez foi bom ver o relacionamento que a Dr.ª Helena Silva cultiva com os alunos, relacionamento esse que foi feito no campo connosco também de ancinho na mão.
Uma mulher do Norte nunca vira a cara ao trabalho.
Parabéns a todos
João Silva

domingo, 28 de março de 2010

Quem pensar em Shelock Holmes ,tem que pensar Jeremy Brett


Apesar de ter interpretado várias personagens, tanto em filmes com em séries, Jeremy Brett é lembrado principalmente pela interpretação da personagem Sherlock Holmes feita durante uma década (1984 / 1994), produção da Granada Television, adaptada por John Hawkesworth, da obra original criada por Sir Arthur Conan Doyle, (ver Sherlock Holmes). Mesmo depois de se ter embrenhado com este exigente personagem, Brett fez outras aparições mas ficou sempre conhecido como sendo o melhor Sherlock Holmes interpretado da sua era e até mesmo de sempre (tanto em teatro como em televisão), sem ignorar a interpretação de Basil Rathbone durante a década de 40.
Brett sofria de
distúrbio bipolar (conhecido popularmente como depressão ou mania), que piorou após a morte da esposa Joan Wilson. Joan morreu pouco tempo após Brett filmar as cenas da "morte" da personagem Sherlock Holmes no episódio The Final Problem, (último da segunda temporada The Adventures of Sherlock Holmes). Ele interrompeu as filmagens durante um periodo de tempo para recuperar, mas quando regressou para filmar, em 1986, sofreu uma críse nervosa causada por um agravamento do seu distúrbio bipolar derivado pela dor e pelo apertado calendário que tinha para a rodagem da série de TV baseada na obra Sherlock Holmes. Durante a última decada da sua vida, Brett foi várias vezes hospitalizado para tratamento do distúrbio mental que sofria, tendo a sua saúde e aparência sofrido uma grande deterioração, visível nos últimos episódios da série de TV Sherlock Holmes.
Brett apareceu em quarenta e dois episódios da Granada series TV. Havia planos para filmar todos os episódios da obra original de Sir Doyle, mas Brett morreu de uma falha cardiaca na sua casa em
Londres antes do projecto ter sido completado. O coração de Brett foi danificado por um caso de febre reumática infantil, e ficou aparentemente mais fraco devido à grande quantidade de medicação que tomava para controlar o seu problema psicológico, e pela quantidade de cigarros e cachimbo que fumava diariamente, de que depois ficou impossibilitado, (não tendo isso afectado as gravações como Holmes, pois ele exigia de si a máxima autenticidade da personagem, o que o levou a fumar durante as gravações para que a interpretação fosse perfeita). Numa entrevista Edward Hardwicke, intérprete da personagem Dr. John Watson e amigo de Brett, informa que, provavelmente, devido à sua doença psíquica e à identificação que o actor tinha com Holmes, este tornou-se completamente obcecado pela personagem tendo deixado de existir uma fronteira entre o Jeremy Brett e o Sherlock Holmes, alterando completamente a personalidade e o temperamento de Brett. Existem outros relatos que comprovam que ele apenas vivia para interpretar a personagem, sentindo grande respeito por Holmes e , inclusive, medo pois tratava a personagem por "you know who" ("tu sabes quem").
Jeremy Brett morreu com 61 anos. A sua última presença no ecrã foi a sua aparição na série Moll Flanders, com
Robin Wright Penn a contracenar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

José de Guimaraes


José de Guimarães é o pseudónimo de José Maria Fernandes Marques. Nasceu em Guimarães em 1939 e é actualmente um dos pintores portugueses mais importantes no panorama internacional.

George Stainer , Uma Certa Ideia de Europa ou ,a Europa dos Cafés.




George Steiner, no seu livro, "Uma Certa Ideia de Europa", editado em Portugal pela Gradiva, dá-nos de forma eximia uma explicação cheia de sentido, de como os cafés e os espaços afins equiparados, ao longo dos séculos, deram um contributo inestimável para a construção da identidade europeia e de muitos dos povos e culturas dos vários países. Locais de encontro, de convívio, de partilha, de discussão, de alegria, de tristeza, de leitura, de reflexão, de escrita, de degustação, de bebida, de decisões relevantes e menos relevantes, os cafés moldaram (e em menor escala ainda hoje moldam) a nossa cultura, a nossa maneira de ser e de estar, a nossa língua, a nossa vida. O café (restaurante) Martinho da Arcada, aberto há mais de 200 é neste momento, infelizmente, bem o exemplo de como George Steiner deveria ser ainda mais lido e ouvido, para se perceber a necessidade de não deixar morrer pérolas não só gastronómicas mas sobretudo literárias e culturais do género.

domingo, 21 de março de 2010

Herberto Helder


Herberto Helder, inserido no contexto da sua geração, é um poeta que se integra no amplo contexto da cultura poética universal. O seu universo poético autonomiza-se e apresenta características muito próprias.
Herberto Helder é considerado uma das figuras mais importantes da
poesia experimental ou concreta, bem como um dos seus principais cultores. É classificado como poeta visionário e órfico e detém um lugar cativo na poesia surrealista portuguesa. Pode, deste modo, constatar-se que a obra de Herberto Helder é complexa e, sem dúvida, uma das mais altas expressões da poesia portuguesa contemporânea.
Considerado por muitos como um poeta fascinante, com um enorme poder encantatório, Herberto Helder tem, no entanto, uma posição paradoxal na Literatura portuguesa, apresentando-se como um poeta obscuro, insuficientemente estudado pela crítica e ausente de manifestações culturais de
natureza oficial.