segunda-feira, 12 de março de 2012

Voar como um pássaro ou,da históra da aviação na Amadora aos nossos dias.
















































A exposição “Voar Como um Pássaro” pretende evocar os gloriosos anos da historia da Aviação da Amadora até aos dias de hoje, mostrando-a através dos olhos dos alunos da Escola Intercultural . Pretende também abordar essa vontade mítica de voar que tem acompanhado o homem através dos tempos.
Tudo começou no ano de 1912 quando em terras da Amadora se organizou um concurso de papagaios que serviu de mote para que a aeronáutica nacional desse os primeiros passos e aqui se instalasse entre os anos de 1912 e 1938.
Quisemos que os alunos tomassem conhecimento desses inúmeros momentos marcantes.Com esse objetivo, organizámos ateliês de pintura e escultura ,desenvolvemos visitas de estudo, introduzimos o tema em todas as aulas com o apoio de todos os professores, frequentámos a biblioteca municipal, pedimos a colaboração do museu da TAP, que prontamente se disponibilizou, e descobrimos um centenário que nos veio parar às mãos ao percebermos que tudo começou em 1912.
Assim, trabalhámos com os alunos o interesse e, ao mesmo tempo, posicionámo-nos com eles dando-lhes a noção de tempo ,noção essa que muitas vezes lhes escapa.
Nada melhor que esta frase de Agostinho da Silva para traduzir o espirito das vivências em sala de aula que culminaram com esta exposição.
“ O que impede o saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade”

João Silva
Musico, Artista plástico, Formador e Aprendiz.

terça-feira, 6 de março de 2012

Maria Helena Vieira da Silva,20 anos depois.







Uma das mais importantes pintoras europeias da segunda metade do século XX
Nasceu em Lisboa em 13 de Junho de 1908;morreu em Paris em 6 de Março de 1992.

Filha do embaixador Marcos Vieira da Silva, ficou órfã de pai aos três anos, tendo sido educada pela mãe em casa do avô materno, director do jornal O Século.
Tendo mostrado interesse, desde muito pequena, pela pintura e pela música começou a estudar pintura, a partir de 1919, com Emília Santos Braga e Armando Lucena. Em 1924, frequenta as aulas de Anatomia Artística da Escola de Belas Artes de Lisboa.
Em 1928 vai viver para Paris, acompanhada pela Mãe, indo visitar a Itália. No regresso começa a frequentar as aulas de escultura de Bourdelle, na Academia La Grande Chaumière. Mas abandona definitivamente a escultura, depois de frequentar as aulas de Despiau.
Começa então a estudar pintura com Dufresne, Waroquier e Friez, participando numa exposição no Salon de Paris. Conhece o pintor húngaro Arpad Szenes, com quem casa em 1930, e com quem visitará a Hungria e a Transilvânia.
Em 1935 António Pedro organiza a primeira exposição da pintora em Portugal, e que a faz estar em Portugal por um breve período, até Outubro de 1936, após o qual voltará para Paris, onde participará activamente na associação «Amis du Monde», criada por vários artistas parisienses devido ao desenvolvimento da extrema direita na Europa.
Regressará em 1939, devido à guerra, já que para o seu marido, judeu húngaro, a proximidade dos nazis o incomoda, naturalmente. Ficará em Portugal por pouco tempo, pois o governo de Salazar não lhe restitui a cidadania portuguesa, mesmo tendo casado pela igreja. Não deixa de participar num concurso de montras, realizado no âmbito da Exposição do Mundo Português, que também lhe encomendou um quadro, mas cuja encomenda será retirada.
O casal de pintores decide-se a ir para o Brasil, até porque as notícias sobre uma possível invasão de Portugal pelo exército alemão não são de molde a os sossegar.
Em Brasil serão recebidos de braços abertos, recebendo passaportes diplomáticos, que substituem os de apátridas emitidos pela Sociedade das Nações, tendo mesmo recebido uma proposta de naturalização do governo.
Residirão no Rio de Janeiro até 1947, pintando, expondo e ensinando, regressando Vieira da Silva primeiro que o marido, retido pelos seus compromissos académicos.
É a época em que Vieira da Silva começa a ser reconhecida. O estado francês compra-lhe La Partie d'échecs, um dos seus quadros mais famosos. Vende obras suas para vários museus, realiza tapeçarias e vitrais, trabalha em gravura, faz ilustrações para livros, cenários para peças de teatro.
Expõe em todo o mundo e ganha o Grande Prémio da Bienal de São Paulo de 1962, e no ano seguinte o Grande Prémio Nacional das Artes, em Paris,


Em 1956, foi-lhe dada a naturalidade francesa.
Fontes:José Augusto FrançaA Arte em Portugal no Século XX,Lisboa, Bertrand, 1974

segunda-feira, 5 de março de 2012

O mais pequeno mosquito ...




"O mais pequeno mosquito é mais maravilhoso que tudo o que o homem produziu e alguma vez produzirá. Não devemos pois cessar de nos maravilharmos com o mundo que se estende à sua volta e nele [no homem] - um mundo que ele não construiu e que, seguramente, não se fez sozinho. Uma tal atitude gera um espirito de não-violência, que é uma forma de sabedoria"


São Tomás de Aquino.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Os Sons da Gente no Zeca 25 Anos
















Os 25 anos do ZECA na Academia de Santo Amaro - por Hélder Costa

Na passada 5ª feira, dia 23, houve uma noite gloriosa na Academia de Santo Amaro.

Assinalavam-se os 25 anos do desaparecimento do Zeca Afonso.

O concerto contou com a participação de cerca de 20 cantores, músicos, declamadores , grupos e coros no total de 185 intervenientes.

De elevadíssima qualidade musical e com a participação numerosos jovens e seniores – a simbiose perfeita de uma mobilização artística inserida no tecido social - , constituiu um agradável reforço ideológico e “vitamínico” para o público que super - lotou o teatro da Academia.

Os Djambes, São Jorge e o Dragão












O evento/ espetáculo tem como base a estrutura textual da lenda de “S. Jorge e o Dragão” na dicotomia do Bem e do Mal, paradigma dos contrários, das diferenças, resultando no final não da morte do Dragão, mas sim no Nascimento de um Ser novo – a Esperança.Este projeto vai ocupar 3 Praças – 2 locais de partida em Parada para os exércitos antagónicos e 1 local para o Combate.Os 2 grupos de trabalho/exércitos saem ao mesmo tempo de dois locais/praças distantes um do outro, iniciando um percurso que favoreça a visibilidade da ação em Parada.Com a bateria de bombos, fanfarra/banda como suporte sonoro, a população em cortejo acompanha as duas personagens – S. Jorge e Dragão até à Praça Final – Palco Central do acontecimento, onde decorrerá o Combate.Os exércitos trazem na cabeça objetos/esculturas – gigantone-capacete, na mão bandeiras, flâmulas, símbolos identificadores de cada exército pela forma e pela cor.De um lado, Exército de S. Jorge – Figuras Humanas – do outro lado Exército do Dragão – Figuras Fantásticas – com diferenciadas manchas cromáticas e sonoridades distintas – Bombos, Orquestra de Tubos, Canto, etc. - farão o seu combate simbólico apelando, convocando, enfim, seduzindo o público, de modo a gerar fações até ao duelo final, acompanhado por ambiências sonoras.













Exmos./Exmas. Senhores(as)
Na sequência do desfile de Carnaval realizado no Bairro do Zambujal, no dia 21 de Fevereiro, culminar de uma Oficina de construção de Gigantones subordinada à temática “Lenda de S. Jorge e o Dragão”, a Câmara Municipal da Amadora não quer deixar de manifestar o profundo apreço pelo envolvimento e enorme dedicação das diversas entidades que colaboraram nesta Festa e que, seguramente contribuíram para o seu sucesso, como é o caso da Orquestra de Djambés da Escola Intercultural das Profissões e do Desporto da Amadora.

Bem hajam!

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Dina Moreira, Chefe de Divisão

Visita do comandante da TAP João Roque ao Projeto 12-15












No âmbito da exposição “ Voar como um pássaro “ recebeu a Escola Intercultural no passado dia 17 de Fevereiro o Sr. Comandante da TAP João Roque, que veio conversar com os alunos do Projeto 12-15 sobre histórias de aviões. Quase duas horas de conversa onde a curiosidade foi rainha.

Na Amadora - Paredes sempre




Está patente, até ao próximo dia 11 de março, nos Recreios da Amadora, a exposição documental Carlos Paredes – Guitarra com Génio.


Cedida pela Sociedade Portuguesa de Autores, a exposição permite entender «o universo de referência de um homem simples, muito contido nas suas aquisições», segundo José Jorge Letria, presidente da SPA, mas também mostra a grandeza deste símbolo ímpar da cultura portuguesa.

A mostra apresenta ainda fotografias, livros sobre o mestre da guitarra e cartazes de concertos de Carlos Paredes (16-02-1925 a 23-07-2004).

O espólio inclui algumas dezenas de livros da sua biblioteca pessoal, discos de música portuguesa, clássica e popular, recortes de jornais, fotografias e a guitarra portuguesa que Gilberto Grácio construiu de propósito para o músico em 1963 e o acompanhou sempre nos concertos e nas gravações.


Entrada livre.


Recreios da Amadora Av. Santos Mattos, 2

O dia das panquecas.








Foi no passado dia 16 de Fevereiro que se realizou no Projecto 12-15 o dia das panquecas. Uma iniciativa dos professores com os alunos a lambuzarem-se de felicidade.

Encontro de Profissões







O objetivo do Encontro de Profissões nos passados dias 7 e 10 de Fevereiro, foi pôr os alunos da Escola Intercultural a conviver e a dialogar com diversos profissionais.
Uma boa iniciativa que culminou com inúmeras perguntas.