terça-feira, 23 de julho de 2013

Natal 2012

Uma Escola Atratica ou a Cidade de Cartão - Clique para ver o filme -. 5 de Abril a 4 de Maio de 2013

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As bibliotecas no Século XXI, Livros e Bibliotecas: Pacheco Pereira at T...

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Atelier 2012

LUSOPHIA





«Vivemos num mundo em que praticamente tudo aquilo que é produzido tem como intenção o lucro, e não a prestação de serviços. Essa desmedida busca pelo lucro fácil, torna as pessoas egoístas, materialistas, e desprovidas de sentimentos.

A única forma de não nos deixarmos enrolar na máquina do sistema, é procurar desenvolver em nós características que não alimentem essa mesma máquina. Assim, o espírito de partilha, o desapego, o altruísmo, são qualidades que devemos procurar, para restabelecer o equilíbrio perdido.
Por tudo isso, surge o LUSOPHIA. A sua distribuição gratuita [o boletim publicado até 2004] pretende transmitir a ideia de partilha. Os assuntos expostos procuram realçar a espiritualidade, que nos afasta de uma vivência puramente materialista e de vistas curtas. Essa mesma espiritualidade procura despertar, em cada um, as suas emoções e sentimentos adormecidos.»



Luís-Carlos Silva

Director da Colecção Ventos da Lusophia

in LUSOPHIA nº50, Maio 2004







TEOSOFIA




A palavra Teosofia é de origem grega, "theos" (Deus), e "sophos" (sabedoria), significando literalmente "sabedoria divina", ou "conhecimento divino".

A Teosofia é um corpo de conhecimento que sintetiza Filosofia, Religião e Ciência. Embora essa afirmação não seja reconhecida universalmente, mas apenas por simpatizantes do ocultismo, pois creem que tanto hoje como na antiguidade, a Teosofia se constitui na sabedoria universal e eterna presente nas grandes religiões, filosofias e nas principais ciências da humanidade,1 e pode ser encontrada na raiz ou origem, em maior ou menor grau, dos diversos sistemas de crenças ao longo da história.
A teosofia foi apresentada ao mundo moderno por Helena Blavatsky, no final do século XIX, e desde então vem sendo divulgada por teosofistas em diversos países . Com seu caráter interdisciplinar, a teosofia proporciona uma ponte entre as diversas culturas e tradições religiosas. Segundo Blavatsky, “Teosofia é conhecimento divino ou ciência divina.”2
Origens do nome[editar]"[...]"Saber Divino", θεοσοφία (Theosophia) é Sabedoria dos deuses, como θεογονία (Theogonia), genealogia dos deuses. A palavra θεός, em grego significa um deus, um dos seres divinos, e de modo nenhum "Deus", no sentido que atualmente damos a esse termo."3
O nome teosofia aparece no terceiro século da nossa era, cunhado por Amônio Sacas, fundador da Escola Eclética de Alexandria e pai do Neoplatonismo. Seu conceito porém existe há mais tempo. Diógenes Laércio comenta que ele já era conhecido antes da Dinastia Ptolomaica do Egito e nomeia como seu formulador um hierofante chamado Pot Amum. Na Idade Média, Jacob Boehme era conhecido como um teosofista, e o termo novamente foi utilizado nos Anais Teosóficos da Sociedade de Philadelphia, publicado em 1697, encontrando ainda correspondência na filosofia hindu, onde “teosofia” equivale a Brahma-Vidya, conhecimento divino. A palavra ganhou notoriedade a partir da fundação da Sociedade Teosófica por Helena Petrovna Blavatsky e outros, em 1875.


Fonte: Wuikipedia


TOLEDO

Lembra-se daquelas cidades medievais dos livros de história? Assim é Toledo. Considerada património cultural da humanidade pela Unesco desde 1987, esta é a capital da comunidade autónoma e da província de Castilla Lá Mancha, que ao longo do tempo pertenceu aos romanos, visigodos, mouros, judeus e cristãos. Por isso, a mistura cultural, reflectida na arquitectura. Um roteiro recheado de igrejas góticas, mesquitas, sinagogas e palácios renascentistas. A parte histórica da cidade é como uma fortaleza situada no vale do Rio Tejo.

A entrada, pela imponente Ponte de Alcântara, com os gigantescos portões nas suas extremidades, lembra a cena de um castelo inacessível na outra margem para os que não tinham permissão real. Nas suas ruas tortuosas, algumas com grandes inclinações, tem-se a impressão de que em qualquer esquina é possível depararmo-nos com um cavaleiro vestido de armadura ou uma princesa medieval. Armaduras, em tamanho real e miniaturas, além de espadas e brasões enfeitam as vitrinas e calçadas da maioria das lojas, atraindo turistas para uma das principais actividades económicas: o artesanato toledano, em estilo medieval. Uma vez ou outra é possível ver moças com vestidos de princesa, geralmente a sair de festas típicas. Nos fins-de-semana, a bela Toledo é procurada como cenário de muitos casamentos. Situada a 71 quilómetros de Madrid, Toledo pode ser visita num dia, muito embora ao fim de alguns dias ausência nos sintamos atraídos e com vontade de regressar.

Na área histórica de Toledo, o bom, é caminhar sem destino. No entanto, alguns pontos são imperdíveis. Após cruzar a Ponte de Alcântara, várias ruas sinuosas levam à Praça de Zocodover, partida do city tour, um comboio turístico. Na Praça do Ajuntamento está a Catedral, em estilo essencialmente gótico é um dos monumentos mais importantes do país, cujas obras foram concluídas no fim do século XV. Ao lado do convento de clausura Santa Isabel de los Reyes, de 1477, está a Igreja de San Antolín e os palácios de Toledo e Ayala, com fachada gótico-mudéjar. Uma das entradas principais da cidade é a Puerta de Bisagra, de origem árabe. A Igreja de Santiago del Arrabal também é conhecida como a Catedral do Mudéjar, pela arquitectura. No mesmo estilo, também pode ser vista a Puerta del Sol, construída no século XIII. O Museu militar e biblioteca funcionam na Alcázar, fortaleza que já foi residência oficial. A Casa-museu de El Greco é um palácio que abriga várias obras do artista. A sinagoga Santa Maria la Blanca é de estilo mudéjar toledano. Outro belo monumento é o Mosteiro de San Juan de los Reyes, em estilo gótico, encomendado pelos reis católicos.

Por todos estes motivos e outros que com certeza nos terão escapado, aconselho vivamente todos os interessados na história a não deixarem de parte esta bela cidade que nos transporta á mágica idade média. Conta uma lenda que á noite, nas ruas de Toledo e possível ouvir as vozes do povo que nela viveu á muitos séculos atrás e que a magia de uma noite escura nos transporta a esses tempos idos dos cavaleiros, reis e princesas. Embora não tenha visto cavaleiros nem princesas de carne e osso momentos houve em que me senti transportado para uma época que não era a minha…

Fonte - Internet

Apresentação 'Sonhos Caminhos e Ponte'

António Vieira - Pioneiro e Paradigma de Interculturalidade de Maria Manuela Lopes Cardoso





A Autora, Mestre em Relações Interculturais, tem como objectivo neste trabalho realçar a actualidade da obra de António Vieira, colocando em destaque a dimensão intercultural e percursosra que marcou a vida e obra deste Jesuíta português, figura dominante do século XVII e agente de interação entre continentes, povos e culturas, entre "nós" e os "outros". Que a leitura desta obra permita uma melhor compreensão da obra e personalidade deste Homem de convicção e acção, no espaço e no tempo.

António Vieira - Pioneiro e Paradigma de Interculturalidade de Maria Manuela Lopes Cardoso





FRAGATA D. FERNANDO II E GLORIA.wmv

Fragata D Fernando II e Glória - Visita de Estudo dos 12-15 no passado dia 9 de Julho

A doca nº 2 da ex Parry & Son em Cacilhas recebe atualmente a Fragata D. Fernando II e Glória para intervenções de manutenção e restauro. Durante a estadia desta embarcação na margem sul do Tejo, é possível visitar os seus quatro andares e conhecer mais da sua história através de um sistema sonoro denominado de áudio-guia.




O rigor histórico e visual deste barco foi realizado com grande minúcia, uma vez que a estrutura desta fragata foi replicada com base nos seus desenhos originais. As louças da Vista Alegre baseiam-se nos exemplares produzidos nessa época e a mobília de alguns espaços, como a sala do Comandante, são originais daquele tempo.



Uma visita a esta Fragata foi  uma excelente oportunidade para passar bons momentos de diversão e ainda aprender um pouco sobre história náutica.    












Os Portugueses descobriram Australia e Nova Zelândia

Para Alem de Capricornio de Peter Trickett








A Austrália descoberta pelos Portugueses.


Num recôndito espaço de um antigo rancho em Los Angeles, hoje a Huntington Library, existe uma colecção de quinze mapas, conhecidos como Atlas Vallard, que representam o mundo conhecido até 1545. Em dois desses mapas estão marcados vários pontos geográficos da costa australiana em português.

Em Para Além de Capricórnio, Peter Trickett desafia as convictas certezas que atribuem a descoberta da Austrália e Nova Zelândia aos holandeses, a que se teria seguido o britânico James Cook.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Agostinho da Silva, profeta do Império.








António Quadros dedica o segundo volume de Portugal, Razão e Mistério “ao Agostinho da Silva, profeta do Império”. Lendo o livro, tão centrado no culto do Espírito Santo, verifica-se, porém, que o subsídio ideológico e a oferta de informes redundam sáfaros na paraclética obra agostiniana. Assaz, aliás. Um índice seguro permite atestá-lo: em mais de quinhentas notas, não chegarão à simples dezena as respeitantes aos livros de Agostinho. Mesmo entre estas, há ainda duas plenamente passíveis de inscrição a débito. Remetem para a dura, duríssima crítica que Quadros ali faz ao confrade, a propósito da posição que este, na Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa, sustenta no caso do Infante Santo, e contra o Infante D. Henrique. António Quadros viu o óbvio: a ausência de perspectiva cavaleiresca, consumida pelo franciscanismo abrasivo e platonizante de Agostinho. Quando, então, e a propósito, afirma, resoluto, o seu aristotelismo, António Quadros dá bem discreto, mas orgulhoso testemunho do magistério que recebeu de Álvaro Ribeiro, e aqui faz toda a diferença reconhecer ou, ao invés, renegar – como Agostinho, no final da vida, fez perante Antónia de Sousa – a linhagem magistral que vem de Leonardo. Não por acaso, neste mesmo segundo volume de Portugal, Razão e Mistério o autor distingue judiciosamente os modos de recepção contemporânea da grande herança paraclética que, como veio nervoso, perpassa a tradição sófica portuguesa, a seu mestre Álvaro Ribeiro atribuindo a via “filosófica e pedagógica” e a Agostinho a via de uma “metanóia mítica e mística”. Não esclarece António Quadros se Agostinho foi somente o conversor ou também um convertido, mas é bem possível que tenha sido as duas coisas, se atentarmos na inflexão verificada com a Reflexão, e prolongada em Um Fernando Pessoa, como aproximação inteligente ao movimento da filosofia portuguesa.



Não irei aqui escalpelizar as razões de António Quadros. São várias, são sólidas, e estão admiravelmente expendidas de páginas 221 a 223 do livro em apreço, para as quais remeto o meu leitor. Bastará, no lance, assinalar o desenho de uma tendência para a inércia paralisante que o autor de O Movimento do Homem pôde então assinar à coluna meã do pensamento agostiniano, e sobretudo encarecer a exacção oracular com que lhe aponta o perigo de uma “dissolução nirvânica”. Bem sabia António Quadros que nada na vida se faz sem sacrifício, e nisso mostra muito bem haver estudado no Cortesão de O Humanismo Universalista dos Portugueses o que Agostinho ali terá esquecido, quando não ignorado: a essencial complementaridade do franciscanismo e do espírito de cavalaria na formação da Pátria.



Lendo Orlando Vitorino no artigo que, sob o pseudónimo de Ernesto Palma, intitulou de “Agostinho da Silva, Filho Pródigo”, seremos levados a reprovar, franzindo o sobrolho, um ou outro aspecto do tom excessivo, por pouco sereno, dado entre o chiste e a condescendência, em que ali discorre: a anciania e a bravura de Agostinho decerto mereciam mais. Mas não podemos deixar de com ele concordar quando verbera a entronização do Menino por Agostinho exaltada, se nesta virmos o risco sério de uma queda na figuração simbólica do intelecto passivo, que a criança representa. Daí vêm, como razoadamente asserta Orlando, “a inocência, o não-saber, a vida fácil, em suma”, numa contínua impressão de confirmada debilidade, onde todo o esforço heróico parece, ou aparece, ab origine, sonegado.



É bem provável que o cripto-judaísmo se haja insinuado na Festa do Império, trocando o pobre primitivo pela criança adventícia como cabeça a coroar. Assim se veicularia simbólica alusão a Metraton, o pequeno Jeová, sempre representado, segundo ensina Benzimra, sob os traços da adolescência, dest’arte se significando um deus ainda na infância. A hipótese só fará sorrir quem desconheça as obras de um René Guénon ou de um António Telmo, onde se ensinam as correspondências evidentemente verificáveis entre os intermediários celestes da mística hebraica (os gémeos Metraton e Shekinah) e o Santo Espírito cultuado pelos cristãos. Sucede, porém, que uma coisa é o Deus na infância e outra, bem diferente, aliás nos antípodas, o endeusamento da criança, dessa criança que se pretende deixar à solta, acobertada sob o mito fácil, e falso, do bom selvagem.



Nestes, como noutros pontos, tudo se joga e decide, e Orlando está ainda na razão quando nos lembra o que Álvaro Ribeiro a Agostinho, debalde, terá demonstrado: “que o V Império, a ser coisa de Portugueses e do Espírito e se algum sentido tem, só pode ser a “filosofia portuguesa”.



O mesmo Álvaro que não enjeitava a alusão, pela enxertia no movimento. Um dia, à queima-roupa, sem fio de conversa, lembrou a Luís Paixão ter em grande apreço a doutrina dos anjos caídos de Pascoal Martins. Ao fazê-lo, dava também ao jovem discípulo, necessariamente, a indicação séria para que não perdesse de vista a infante crueldade de quem ainda tão perto está da origem. A infante crueldade. O infante é o que não fala, mas a linhagem de pensamento que transcorre de Álvaro para Telmo preza sobretudo as letras e as palavras com que Deus criou o mundo. A língua liga, lembra algures António Telmo, e nisso bem terá andado Agostinho da Silva, ao preconizar e prefigurar a futura Comunidade Luso-Afro-Brasileira. Por Renato Epifânio, e pelo Movimento Internacional Lusófono que, com o seu fôlego de maratonista, se tem vindo a erguer, passa por certo o que de mais validamente perene e original Agostinho da Silva tem ainda para nos oferecer.



Pedro Martins



Lisboa Uma Cidade em Tempo de Guerra







Lisboa Uma Cidade em Tempo de Guerra


Lisboa. Uma Cidade em Tempo de Guerra é um livro de histórias verídicas sobre um período ímpar da história em Lisboa, a Segunda Guerra Mundial. Ao longo da obra, a autora aborda temas como os refugiados, as alterações que a presença destes provocou na capital lisboeta, as guerras da propaganda e as teias tecidas pela espionagem internacional.



A historiadora Margarida de Magalhães Ramalho, que há mais de uma década trabalha documentação sobre a temática dos refugiados na Segunda Guerra Mundial, escreveu e fez a recolha e a seleção iconográfica para esta edição única no catálogo da INCM. Esta obra é disponibilizada em três versões em simultâneo — português, inglês e espanhol — e compõe-se de um livro de grande formato, um guia com percursos pelas zonas por onde os refugiados se distribuíram e um mapa que os assinala, reproduzindo um mapa da época.

«Este livro não é um livro de História, mas sim de histórias», nas palavras da autora. É uma obra que transporta o leitor para a Lisboa do final da década de trinta e início da década de quarenta do século passado, através de testemunhos, muitas vezes na primeira pessoa, dos refugiados que procuraram Portugal como o último reduto europeu para quem já não encontrava segurança numa Europa em guerra.



Livro acompanhado de guia da cidade, com percursos e um mapa da época apenso. Versão em português (168 pp. + 32 pp. + mapa).



Observações: DESIGN: ATELIER HENRIQUE CAYATTE