domingo, 31 de julho de 2011

A todos umas boas férias .




Férias

Férias são sítios com pessoas
Fora do sítio
São corpos mentirosos
São croquetes com areia
Quando está vento na praia

São engates de ocasião
São pernas depiladas
Praias cheias de gente
Uma mulher atraente
No meio da confusão

Férias
São febras de porco na grelha
Com homens a ressonar
Na sombra de um pinheiro
E quase sempre.Falta de dinheiro

É uma criança a chorar
Com os pais com falta de ar
São Tshirt's mentirosas
Um avião atrasado
Alguém muito irritado

Férias
São famílias arrumadas
Praias desestruturadas
Rugas encapotadas
Gelados a derreter

Férias são sítios com pessoas
Fora do sítio


João Silva 09

sábado, 30 de julho de 2011

Salieri describing the music of Mozart



Há momentos da nossa vida que nos lembramos para sempre,foi o caso na primeira vez que vi esta cena.Lembro-me de levitar como aquele oboé que aparece a emergir com uma doçura extrema.

Mozart - Rondo Alla Turca (Orchestra)

Land of Hope and Glory - Last Night of the Proms 07

"El Danubio Azul", pieza compuesta por Johann Strauss hijo



Como estas ferias vou estar sempre com o Danubio por perto ,nada melhor que ir aguçando o imaginário.

Joseph Conrad


Józef Teodor Konrad Korzeniowski nasceu em 1857, em Berditchev (Ucrânia), numa família de patriotas empenhados em libertar a Polônia do domínio russo.

Acompanhando o exílio de seus pais (na própria Rússia), teve o seu primeiro contato com a língua inglesa enquanto o seu pai traduzia autores como Shakespeare e Victor Hugo. Antes de completar 12 anos, ficou órfão; a sua educação foi confiada a um tio materno.

Adolescente, não se entendeu com a escola e escolheu a vida no mar. Aos 17 anos tornou-se aprendiz de marinheiro em Marselha, França. Em 1878, mudou-se para a Inglaterra, onde seguiu a carreira na Marinha e ganhou cidadania inglesa, com o nome de Joseph Conrad.

Publica o seu primeiro livro tardiamente, aos 38 anos, quando se aposenta da Marinha. Em 1895, lança A Loucura do Almayer, no qual descreve os europeus fracassados e perdidos que encontrou em ilhas do Pacífico. Em 1902, publica a novela O Coração das Trevas, em que narra o drama da destruição moral da Europa colonialista - a história de um líder branco entre selvagens do Congo.

Considerado um dos maiores estilistas da prosa inglesa, Conrad nunca chegou a dominar, falando, a língua em que escrevia. Entre seus principais livros estão Lord Jim (1900), Nostromo (1904), O Agente Secreto (1907), Sob os Olhos Ocidentais (1911) e A Linha de Sombra (1917). Joseph Conrad morreu em 1924, na Inglaterra.

Ateliê João Silva - A Construção do Mundo

video

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sting - Englishman In New York

Jorge Lima Barreto - 1948-2011


O músico Jorge Lima Barreto, de 61 anos, faleceu no passado dia 9 vítima de uma pneumonia. Músico e musicólogo, criador do grupo Telectu com Vítor Rua, estava internado há algumas semanas nos cuidados intensivos de um hospital de Lisboa.

Ligado às músicas mais exploratórias, experimentais e improvisadas, a solo ou em formações como os Telectu e AnarBand, Jorge Lima Barreto, nascido em 1949, licenciou-se em História de Arte (1973) e doutorou-se em Musicologia e Teoria da Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa (1995), tendo desenvolvido em simultâneo à actividade de músico, produção como documentador e musicólogo, tendo editado quase uma vintena de títulos dedicados a diversas músicas, relacionando-as historicamente, como “Revolução jazz” (1972), “Jazz-Off” (1973), “Rock Trip” (1974), “Rock & Droga” (1982), “Música Minimal Repetitiva” (1990), “JazzArte” (1994), “Música e Mass Media” (1996), “Musa Lusa” (1997) ou “B-Boy” (1998).

Mas foi com os Telectu, o duo de música experimental formado em 1982 com Vítor Rua (vindo da formação original dos GNR), que viria a conhecer maior projecção, tendo a dupla actuado um pouco por todo o mundo. Vindo da tradição do jazz, Jorge Lima Barreto incorporou nos Telectu uma grande variedade de elementos musicais, que iam do jazz mais livre à electrónica, passando pelo minimalismo ou pela música concreta. Ao longo de trinta anos de carreira, editaram uma volumosa discografia de mais de vinte títulos – de estúdio ou registados ao vivo – tendo colaborado com inúmeros músicos de excepção, da música improvisada ou experimental, como Elliot Sharp, Chris Cutler, Sunny Murray, Jac Berrocal ou Carlos Zíngaro. Em simultâneo, compuseram também música para teatro, vídeo-arte ou performances multimédia.

Projecto singular durante muitos anos na paisagem musical portuguesa, os Telectu, pela sua natureza, sempre em conjugação com outras áreas artísticas, e pela forma como recorriam à ironia, criando situações surpreendentes, nem sempre se sentiram compreendidos no contexto português, onde as linguagens mais exploratórias são quase sempre relegadas para plano secundário.

Personalidade inquieta, Jorge Lima Barreto sempre orientou a sua actividade pela procura de novas soluções interpretativas e composicionais, ao mesmo tempo que procurou estar actualizado com os desenvolvimentos tecnológicos no campo da música.

António Lobo Antunes - Uma Longa Viagem


No armazém onde escreve, António Lobo Antunes alimenta-se da difusa claridade do criador premiado e com sucesso em todo o mundo mas, ao mesmo tempo, gasta-se na escuridão do homem marcado pelas vaidades que protagonizou no passado, por um dia de violência que não esquece em Angola e pela ausência de uma paixão que o cegue para a eternidade. Houve momentos suaves nestes meses de bastante conversa, mas não muitos, porque as suas confissões resultam do verdadeiro conflito que mantém com a vida, da contínua dificuldade em ouvir o que as vozes da literatura lhe dizem e da necessidade de deixar registado um trabalho inigualável quando comparado com os escritores contemporâneos.

Ao longo desta viagem, António Lobo Antunes sorriu e chorou, contou segredos e anedotas, blasfemou e perdoou, foi cruel com quem não se espera, nada simpático com os autores de bestsellers, deixou ver como concebe um livro do princípio ao fim, confessou o medo de um dia ser incapaz de iniciar um romance, desabafou sobre o amor falhado com a mulher da sua vida, radiografou as relações com a família, revelou o pânico de voltar a sofrer com o cancro, explicou porque é que já não espera quase nada dos anos que lhe falta viver e assumiu que as tendências suicidas ainda não o abandonaram. Uma entrevista que foi uma longa-metragem dos muitos medos e das poucas alegrias que fazem de António Lobo Antunes o único autor português que só vive para o ofício da escrita, mesmo que à beira do apocalipse pessoal.

Milton Nascimento (Jobim Sinfônico) Se Todos Fossem Iguais a Você

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Suprematismo


Suprematismo


Definição
Movimento russo de arte abstrata, o suprematismo surge por volta de 1913, mas sua sistematização teórica data de 1925, do manifesto Do Cubismo ao Futurismo ao Suprematismo: o Novo Realismo na Pintura, escrito por Kazimir Malevich em colaboração com o poeta Vladimir Maiakóvski. O suprematismo está diretamente ligado ao seu criador, Malevich, e às pesquisas formais levadas a cabo pelas vanguardas russas do começo do século XX, o raionismo de Mikhail Larionov e Natalia Goncharova e o construtivismo de Vladimir Evgrafovic Tatlin. Nesse contexto, o suprematismo defende uma arte livre de finalidades práticas e comprometida com a pura visualidade plástica. Trata-se de romper com a idéia de imitação da natureza, com as formas ilusionistas, com a luz e cor naturalistas - experimentadas pelo impressionismo - e com qualquer referência ao mundo objetivo que o cubismo de certa forma ainda alimenta. Malevich ainda fala em "realismo", e o faz com base nas sugestões do místico e matemático russo P.D. Ouspensky, que defende haver por trás do mundo visível um outro mundo, espécie de quarta dimensão, além das três a que os sentidos humanos têm acesso. O suprematismo representaria essa realidade, esse "mundo não objetivo", referido a uma ordem superior de relação entre os fenômenos - espécie de "energia espiritual abstrata" -, que é invisível, mas nem por isso menos real.

Se a arte de Malevich tem pretensão espiritual, ela não se confunde com a defesa do espiritual na arte que faz Vassily Kandinsky, que o define como "expressão da vida interior do artista". Malevich, ao contrário, se detém na pesquisa metódica da estrutura da imagem, que coincide com a busca da "forma absoluta", da molécula pictórica. Como ele mesmo afirma no manifesto de 1915: "Eu me transformei no zero da forma e me puxei para fora do lodaçal sem valor da arte acadêmica. Eu destruí o círculo do horizonte e fugi do círculo dos objetos, do anel do horizonte que aprisionou o artista e as formas da natureza. O quadrado não é uma forma subconsciente. É a criação da razão intuitiva. O rosto da nova arte. O quadrado é o infante real, vivo. É o primeiro passo da criação pura em arte".

As obras suprematistas, vistas pela primeira vez na exposição coletiva A Última Exposição de Quadros Futuristas 0.10 (Zero. Dez), realizada em dezembro de 1915, em São Petesburgo, na Rússia, evidenciam a nova proposta pictórica: formas geométricas básicas - quadrado, retângulo, círculo, cruz e triângulo - associadas a uma pequena gama de cores. A austeridade das formas puras e a simplicidade quase hierática da geometria suprematista se apresentam integralmente em obras, hoje célebres, como Quadrado Preto Suprematista, 1914/1915, Suprematismo: Realismo Pictórico de um Jogador de Futebol, 1915, Quadrado Vermelho: Realismo Pictórico de uma Camponesa em Duas Dimensões, 1915, Quadrado Branco Sobre Fundo Branco, 1918. Desde 1910, a produção de Malevich encontra-se afinada com as vanguardas européias - com o cubismo das obras iniciais de Pablo Picasso, com as pinturas de Paul Cézanne, Fernand Léger, André Derain e também com o futurismo -, combinadas em sua obra com fontes folclóricas e populares russas, e com a experimentação artística russa que tem em Maiakóvski sua liderança maior. Da fase inicial pós-impressionista, sua pintura se dirige às formas tubulares de Léger, à fragmentação cubista e ao trato futurista da imagem, como O Amolador de Facas, 1912. Com o movimento suprematista, Malevich adere à abstração e ao compromisso com a pesquisa metódica da forma pura, evidenciada em séries como Branco sobre Branco. Após 1918, quando anuncia o fim do suprematismo por considerar o esgotamento do projeto, volta-se preferencialmente ao ensino, à escrita e à construção de modelos tridimensionais que têm grande influência sobre o construtivismo.

Malevich y el suprematismo

Dez minutos de ouro.Plano Nacional de Leitura -- Eduardo Lourenço

Eduardo Lourenço - Retrato de um pensador errante






domingo, 24 de julho de 2011

De 8 a 11 de Agosto em Budapeste.





Com a sombra do comunismo já distante, Budapeste abriu as suas portas para encantar o mundo. É entre cenários únicos, onde a arquitectura parece assumir todas as expressões, que se espraia um quotidiano vibrante de vida. Nas artes, na cultura, na gastronomia, na hospitalidade este é ainda um lugar à parte na Europa, mas no melhor sentido da palavra. É o regresso de uma metrópole que, mesmo avançando firme em direcção ao futuro, não deixa por mãos alheias as suas mais genuínas tradições.
A essência de Budapeste reside na sua história, marcada por períodos alternados de prosperidade e devastação. Uma inconstância histórica que se explica pela sua localização estratégica, estendendo-se ao longo das margens do Danúbio, no coração da Europa Central. Os Magiares foram os fundadores da nação húngara, e nem os períodos negros da sua história apagaram essas raízes: a invasão turca no século XVI, o domínio dos Habsburgos até 1867, a devastação causada pela II Guerra Mundial e o controlo soviético até 1989.
Acontecimentos que deram ao povo húngaro a capacidade de enfrentar a adversidade e também o profundo orgulho pelo passado. Essa forma de estar é parte da alma de Budapeste, cidade que nasceu em 1873, com a unificação das cidades de Buda, Óbuda e Peste. Buda e Peste permanecem distintas, no entanto, criam um interessante contraste entre as margens do Danúbio. Buda, na margem ocidental, oferece estreitas e labirínticas ruas e uma interessante mistura de edifícios medievais e neoclássicos, na maioria reconstruídos depois da II Guerra Mundial. Peste, na margem oriental, reflecte o esplendor vivido nos finais do século XIX princípios do século XX, quando o estilo Secessão – uma das expressões da Arte Nova – criou as mais belas obras arquitectónicas.

A cidade é uma mistura impressionante de estilos e revivalismos arquitectónicos, afinal um dos seus maiores cartões de visita. A sombra do comunismo já não paira na cosmopolita Budapeste, que se aproxima a passos largos de outras cidades europeias. O visitante surpreende-se com uma metrópole onde a modernidade convive com as tradições. Historicamente centro de cultura e sobretudo de actividade musical, Budapeste também retomou a sua vocação: os seus festivais são já mundialmente famosos! Sendo uma das maiores cidades termais da Europa, os banhos são outro dos seus ex-líbris. E depois, depois há o Danúbio, adornado por belas pontes e de onde, navegando, se vislumbra a mais encantadora das perspectivas das cidades que se tornaram numa só.

A privilegiada situação geográfica de Budapeste levou a que a região fosse disputada pelos mais diferentes povos. Cerca de 100 d.C., os Romanos fundaram ali a cidade de Aquincum. O seu domínio prevaleceria até ao século V, altura em que a região é conquistada pelos Hunos. Seguiram-se os Godos, os Lombardos e, durante quase 300 anos, esteve sob o jugo dos Ávaros. Os Magiares, antepassados dos actuais húngaros, migraram dos Urales e chegaram à zona de Budapeste em 896. No ano 1000, o príncipe István (canonizado Santo Estevão) converte os húngaros ao Cristianismo e, como primeiro rei coroado, institui as bases do actual estado húngaro. A capital da nação húngara muda-se para Buda, em 1247, após a invasão Mongol. Grande parte da expansão da cidade deu-se durante a dinastia dos Angevinos. O século XV marca o apogeu de Buda, mas o seu desenvolvimento é interrompido pela invasão dos turcos, que dominam a região durante 150 anos.

Depois da libertação pelos exércitos cristãos, a Hungria tornou-se numa província do Império Austríaco dos Habsburgos. É sob o seu domínio que floresce económica e culturalmente. Buda prospera, ao mesmo tempo que a cidade do outro lado do rio, Peste, também floresce. Mais tarde, Peste torna-se num dos grandes centros de comércio do país enquanto que Buda permanece sob a vigilância apertada da realeza. É em Peste que o nacionalismo desperta: estala a Revolta de 1848, mas seria brutalmente dominada por Francisco José I. A resistência húngara continuaria, levando a que o Império Austríaco e o Reino da Hungria assinassem o Acordo de 1867 criando o Império Austrohúngaro. Em 1873, Buda e Peste unem-se criando a cidade de Budapeste. A seguir à Primeira Guerra Mundial, a monarquia foi deposta e a Hungria perdeu dois terços do seu território. O desejo de o recuperar levou os húngaros a apoiar a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, Budapeste seria invadida pelas tropas russas em 1945. Instalava-se um governo comunista ao qual os húngaros responderam com a Revolta Popular de 1956, que seria esmagada pelos soviéticos. Com o colapso do comunismo, tornou-se, em 1989, na República da Hungria. As tropas soviéticas retiram-se do terreno em 1991, e a Hungria pôde finalmente realizar as primeiras eleições livres em mais de quatro décadas. Prevê-se que integre a União Europeia em 2003.

O Bairro do Castelo
Entre as muralhas deste bairro de Buda distinguem-se as zonas da Cidade Velha e do Palácio Real. A Cidade Velha, reconstruída depois da guerra, tem o encanto de ruas medievais e um rico património arquitectónico. Destaca-se a Igreja Mátyás, uma reconstrução neogótica, e também o invulgar Museu do Comércio e Restauração. A Rua dos Lordes, que atravessa a Cidade Velha, ainda conserva características medievais, que se misturam com fachadas barrocas e neoclássicas. O Bastião dos Pescadores é um excelente miradouro. As suas torres cónicas inspiram-se nas tendas dos Magiares. A sul, estende-se o Palácio Real, destruído e reconstruído por diversas vezes. Hoje é uma interessante amálgama de vários estilos que foram reconstruídos depois da guerra. Alberga a Galeria Nacional, a Biblioteca Nacional e o Museu de História de Budapeste.

De 7 a 8 de Agosto em Bratislava.





Muitos talvez nunca ouviram falar da capital da Eslováquia, a desconhecida Bratislava.Talvez por ser a mais recente capital européia ou por estar geograficamente no meio de metrópoles mais reconhecidas internacionalmente, como Budapeste e Praga.
O fato é que esta pequena cidade tem atraído os olhares do turista que não busca o “lugar-comum” dos grandes roteiros. E é exatamente buscando esse tipo de turista e, tentando atrair os demais visitantes, que a cidade passou por uma vigorosa reconstrução. O centro histórico da cidade foi totalmente reestruturado, contando com novos investimentos nos setores de comércio, restaurantes e hotéis. Em tal região, encontram-se ainda construções ao estilo medieval. Um dos principais pontos turísticos é o Palácio Mirbach, construído no século 18.Próximo a tal palácio, está também o prédio da Prefeitura, construído no século 15, além do Museu Municipal de Bratislava, um dos mais antigos do leste europeu.
A moeda que circula oficialmente ainda não é o Euro, para o espanto de muitos visitantes. Atualmente, a Eslováquia ainda circula a coroa eslovaca, apesar de o Euro ser bastante utilizado como segunda opção, principalmente no que tange os destinos turísticos.
Apesar da proximidade com capitais mais imponentes em termos internacionais (Bratislava situa-se a 320 Km de Praga ,210 Km de Budapeste e apenas 65 km de Viena), vale a pena uma parada estratégica na cidade, seja por seu ar histórico ou pela simples simpatia com que os nativos recebem os turistas.

De 4 a 7 de Agosto em Viena.





Viena, durante séculos foi a metrópole de um imenso império, hoje, de certa forma, mantém o estatuto como a grande unificadora das duas Europas: do Ocidente e do Leste. A mistura secular de diferentes povos e culturas tornou-a especialista em relações internacionais. É a única capital europeia onde as Nações Unidas têm quartel-general. Possui um dos mais belos patrimónios arquitectónicos da Europa e tem a reputação de ter a mais intensa vida cultural do velho continente. Cosmopolita por tradição, é uma cidade acolhedora que se orgulha de oferecer o que tem de melhor.
Atravessada pelo célebre rio Danúbio, Viena, com pouco mais de 1,5 milhões de habitantes e uma área de 415 km2, é a dinâmica capital da Áustria. Em pleno coração da Europa Central, esta é a cidade onde o Oeste e o Leste se encontram. Uma estratégica situação geográfica que sempre foi disputada pelos mais diferentes povos ao longo da história. A diversidade de tribos, raças e nacionalidades que por ela passaram deram-lhe uma riqueza cultural única e a tradição de cidade cosmopolita.
Orgulhosa do seu passado, Viena é um museu ao ar livre, imaculadamente preservado. Lady Mary Worthley Montagu escreveu em 1716: “A cidade é muito grande e quase completamente composta por deliciosos palácios”. Hoje, Viena pode não parecer tão grande, mas esses “deliciosos” palácios continuam a ser o seu maior cartão de visita.
É por entre cenários fantásticos que a vida corre intensa, sobretudo nos típicos cafés, que se multiplicam pela cidade. São os lugares ideais para conhecer na intimidade a cultura vienense e também para experimentar a famosa doçaria. A sua rica e variada gastronomia também já se tornou célebre além-fronteiras, assim como a saborosa cerveja e os excelentes vinhos, especialmente os brancos.
O maior símbolo de Viena é a sua intensa vida cultural. Ao longo do ano, a agenda cultural não só é diversificada como também de excelente qualidade, especialmente na música. Afinal, a cidade é a pátria de grandes nomes da música clássica: Mozart, Shubert e Beethoven são apenas alguns de uma lista invejável.
Por causa da sua estratégica posição no coração da Europa Central, Viena foi a jóia da coroa de uma multiplicidade de conquistadores. Entre os primeiros, contam-se os celtas, os romanos e os bárbaros. No século X, são os Babenberg que ocupam Viena, e ao longo de três séculos a cidade torna-se um importante centro comercial.
A partir do século XIII, Viena torna-se a capital do vasto império Habsburgo. Durante séculos é um notável centro cultural, famoso pelos seus belos palácios. No século XIX, era a quarta maior cidade do mundo e a capital de uma nação de 55 milhões de habitantes.
A Primeira Grande Guerra marca o fim do império Habsburgo. A Áustria é anexada à Alemanha Nazi em 1938 e, depois da derrota de Hitler, submete-se ao controlo dos Aliados. O país reconquista a sua independência em 1955.
Durante a Guerra Fria, Viena não é mais que a distante fronteira com o Leste. Neste período negro, Leste e Ocidente disputam a primazia pelo mundo e Viena revela a sua capacidade diplomática. Torna-se a anfitriã dos grandes momentos da História, nomeadamente, do encontro entre Khrushchev e Kennedy. Ao longo do século XX, o seu papel como mediador internacional ganha ainda maior influência.
Em 1979, as Nações Unidas fundam em Viena o seu terceiro quartel-general, o único numa capital europeia. Com o fim da União Soviética, Viena deixa de ser o extremo do mundo Ocidental para se assumir geograficamente e diplomaticamente como o ponto de convergência das duas Europas.

Ouvir Mozart
Costuma-se dizer que em Viena, a qualquer altura do dia ou da noite, há sempre alguém algures a tocar a música de Mozart. Podemos ouvi-la num teatro de ópera, numa igreja, num festival, num concerto ao ar-livre ou, melhor ainda, num café “belle époque”, executada por uma orquestra húngara. São inúmeras as alternativas, e também muito agradáveis, para apreciar Mozart na cidade que o idolatra.

Atravessar o Danúbio
Johann Strauss foi muito poético quando apelidou o Danúbio de “Azul”. Na verdade, a sua cor aproxima-se mais de um verde lamacento. De qualquer forma, é um dos cartões de visita da cidade e merece uma visita atenta. A legendária companhia DDSG organiza viagens de barco de um dia a preços convidativos. Durante o passeio, há sempre a oportunidade de apreciar algumas das mais famosas panorâmicas da Áustria Ocidental, incluindo as magníficas vilas de Krems e Melk.

De 1 a 4 de Agosto em Praga.





Praga é a grande metrópole do Leste Europeu. Não tanto pelo tamanho (cerca de 1,3 milhão de habitantes), mas por suas características econômicas, seu engajamento político e suas qualificações culturais e artísticas ,foi uma das cidades européias consagradas com o título de Metrópole da Cultura no ano 2000.

Atualmente investe muito no turismo, encarado como a grande fonte de captação de receita que é. Seus habitantes, bem mais do que no resto do país, estãoaprendendo inglês e hoje já estão bem íntimos das "maravilhas do mundo ocidental".

Nada disso afeta o charme medieval e as peculiaridades de uma então pequena cidade que já foi subordinada a um império comunista. Igrejas, castelos, cemitérios, pontes, ruas, casas históricas. Felizmente, com todas as guerras, revoluções e primaveras testemunhadas, Praga ainda reina majestosamente intacta e vibrante.

Em Praga, o verão é ameno e o inverno costuma ser rigoroso, com bastante neve. Chuva já foi um grande problema, quando, no verão de 2002, a República Tcheca sofreu uma das piores enchentes de sua história --da qual ainda se recupera, com prédios em reforma devido aos estragos. Felizmente uma precipitação tão radical assim é bastante rara. Em Praga, espere por uma temperatura média de 18°C a 24°C, em julho e agosto, de -5°C a 3°C, em janeiro e dezembro, e de 8° a 18ºC, em maio e setembro.

No campo da literatura, a República Tcheca --com a tradição da leitura-- se destaca com pelo menos dois célebres escritores internacionalmente reconhecidos: Franz Kafka, autor de, entre outras obras, "A Metamorfose", e Milan Kundera, de "A Insustentável Leveza do Ser".

sábado, 23 de julho de 2011

Quinta da Regaleira por José Manuel Anes

Maria Teresa Horta . Amizade


A amizade
é um lírio
ou uma rosa de seda?

Abrindo lugares de sol
onde a sombra se adormenta.
E no peito solitário
faz ninho de amor e renda.

Resgatando sonho e esperança
como se fossem de mar
de quem embala e acalenta.

A amizade
é de asa
ou de mão no ombro e pulso?

De ternura vagarosa
mas também
de sobressalto
de chama acesa e tumulto.

Maria Teresa Horta

O Sorriso - Eugenio de Andrade

Universidade Católica visita Escola Intercultural








Em nome de toda a equipa de investigação LLL da Universidade Católica venho agradecer a disponibilidade para participar na entrevista de ontem, mas sobretudo agradeço o envolvimento na discussão das questões que vos suscitámos, sublinhando com muito agrado a franqueza e a generosidade com que responderam às nossas perguntas e interpelações.

Como prometido aqui vai a lembrança da tarde de ontem. Como temos artista a bordo… Quero, desde já lamentar a minha falta de jeito e a má qualidade dos ‘retratos’! J

Um sincero muito obrigado pelo tempo que nos ofereceram e, acima de tudo, pela riqueza dos testemunhos que tiveram a gentileza de, em grupo, partilhar connosco.

O exemplo de cada um de vós é, para mim, fonte de inspiração. Espero produzir um relato à altura da excelência J dos depoimentos.

Com os meus melhores cumprimentos
Sofia Reis

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Herbie Hancock Quartet - Oleo (live)

Herbie Hancock & Wayne Shorter Quartett - "Maiden Voyage"

Joe Henderson - Recorda-Me - with hancock-hubbard

Joe Henderson - Take the A Train

Meditação e Sabedoria


KARMA, MEDITAÇÃO E SABEDORIA
As nossas acções podem gerar karmas positivos, negativos ou neutros, dependendo do propósito das nossas acções. Através da prática da meditação podemos ter um domínio de nós próprios, procurando compreender com clareza as consequências das nossas emoções. Ao tomarmos consciência de que no universo nada surge ou se forma por si só, que tudo está em permanente transformação e muda a todo o instante, podemos então tranquilizar a nossa mente.

Praticar meditação tendo a sabedoria como aliada é perceber que o mundo surge em função de causas e condições, que os elementos se juntam e se separam, produzindo e cessando todos os fenómenos. Os ensinamentos do budismo mostram-nos o caminho para a felicidade, isto é, conhecer as causas e condições para o surgimento ou desaparecimento dos fenómenos no universo, sejam eles objectos, situações, pessoas, ou mesmo sentimentos. No processo meditativo, o praticante alcança serenidade, paz e tranquilidade, imprescindíveis à identificação do fluxo natural de todos os fenómenos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Se houvesse degraus na terra ...


Se houvesse degraus na terra...

Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.

Herberto Helder

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Zambujal melhora, a melhorar mesmo.












Imagens da passada segunda feira da mostra de actividades do Zambujal melhora.

sábado, 16 de julho de 2011

Entrevista a Agostinho da Silva




Hoje acordei, e não é meu hábito assim que me levanto ir para a internet. Mas o que é verdade é que a primeira coisa que fiz este sábado quando me levantei foi ir ver o facebook. Nesse preciso momento encontrei ouro. É este ouro que quero partilhar convosco, e ao mesmo tempo agradecer à pessoa que tinha esta gravação caseira, e que em boa hora a quis pôr no youtube.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Afirmação e Renúncia em Agostinho da Silva de José Flórido .Um pequeníssimo grande livro.


«Agostinho da Silva tem sido para nós um símbolo, um ponto de referência...

E pergunto, às vezes, a mim próprio, reflectindo na sua vida e no seu exemplo, se Agostinho teria percorrido o Caminho da Afirmação ou o Caminho da Renúncia.

É que, se por um lado, perante o fulgor dos seus graus académicos e da cultura imensa que nos revelou e comunicou, não podemos duvidar da sua atitude de Afirmação, por outro, perante a sua perturbante simplicidade, o apagamento, o desinteresse pelas homenagens, honrarias e, enfim, por tudo quanto fosse glorificação e culto da personalidade, ficamos convictos que optou pelo Caminho da Renúncia.

Mas também neste aspecto, Agostinho nos deu uma lição magistral de como tudo, na vida, deve estar ligado; de como, em tudo, é preciso – segundo a subtileza da sua expressão – "pôr e em vez de ou". E, por isso mesmo, sou levado a reconhecer que, se Agostinho foi o homem da Afirmação, foi também o homem da Renúncia, fazendo destes dois caminhos, aparentemente opostos, um e o mesmo caminho.»

José Flórido

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Drummerworld: Peter Erskine: Groovin

Jack DeJohnette - drum solo - Modern Drummer Festival 1997

Ray Charles - Georgia On My Mind ,uma grande,grande música.

Hino Nacional da França (Fr-Pt/br)

222º Aniversário da Tomada da Bastilha - O pricípio da igualdade , liberdade e fraternidada. Vive La France






A Bastilha era uma bela fortaleza medieval. Hoje faria o encanto dos milhares de visitantes que, na Europa, fazem fila para conhecer castelos de outrora.

É por volta de 1380 que ela começa a proteger Paris. Desde o inicio de sua existência até 14 de julho de 1789, seu ultimo dia - talvez o mais glorioso de todos - ela inspirou confiança aos parisienses.



Ha muito era ela a mais pacifica das prisões. Limpa, bem decorada: os condenados que quisessem podiam mudar-se para lá com seus criados e móveis. O governador, geralmente nobre de boa educação, tinha o hábito de convidar os presos à sua mesa. Aqueles que tinham cozinheiro próprio retribuíam a amabilidade pelo gosto da boa companhia e da conversa: falava-se sobretudo de filosofia e de negócios de Estado.

Tão pacifica era ela que os carcereiros eram geralmente inválidos de guerra: alguns sem braço, outros com perna de pau. Ninguém pensava em fugir. Quando no fatídico 14 de julho de 1789 foi traiçoeiramente invadida, ela encarcerava apenas sete prisioneiros. Era de fazer inveja à nossas prisões super lotadas nas quais os motins e as condições de vida desumanas ceifam tantas vidas.

Quem eram esses sete prisioneiros? Quatro falsários, notórios na praça; um jovem tarado sexual cuja família pedira ao Rei sua detenção; e dois loucos.

Como se deu sua tomada? À aproximação dos invasores o governador Launay desarmou a guarnição e os convidou a parlamentar. Durante as tratativas, Launay e seus homens foram trucidados. Sua cabeça posta na ponta de um varapau e conduzida pelas ruas de Paris. Dois soldados inválidos são enforcados e um terceiro tem as mãos decepadas. Era a primeira vez que a Bastilha via tanta atrocidade.

Este era apenas o primeiro ato de uma Revolução cujas conseqüências se estendem dramaticamente até nossos dias.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Última aula do Professor José Gil na FCSH

Memória Online - AGOSTINHO DA SILVA - PORTUGAL PENSA O FUTURO - RTP Memória - RTP




Um documentário deslumbrante,um pensamento riquissimo e original.


(CLIQUE AQUI)

Ser poema e não poeta.


«Ser poema e não poeta
é que vejo como alvo
se o não for para que vivo
mas se for me vivo e salvo»

«Muito acima da razão
o mundo coeso e vário
só o Amor descobre o uno
no par que em si é contrário»

Agostinho da Silva

A BATALENA ,ainda em fase exprimental.





A Batalena , um instrumento de percussão inventado em colaboração com os alunos , para que no próximo ano lectivo os espectáculos da Escola Intercultural tenham um cunho mais original.
Dois baldes de plástico e uma lata de café e uns improvisados abafadores de plástico, correspondem acusticamente dando-nos um som único e original.